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Cadê o Manual de Instruções para a Vida após o Câncer?

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 07/12/2015 - Data de atualização: 07/12/2015


Durante o diagnóstico e tratamento do câncer, você encontra livros e folhetos com informações sobre tratamentos, consultas médicas, etc. Entretanto, após toda essa fase mais "intensa", você tem uma vida à qual deve voltar, mas... Como?

Ouvir as palavras –  "Você tem câncer" – é como um soco direto no estômago. Não são palavras bem-vindas, são desnecessárias e até sem sentido. Ouvi essas palavras  aos 32 anos, quando disseram que eu tinha câncer de mama. Lembro que chorei umas três lágrimas... Tudo bem, talvez quatro, coloquei minhas luvas de boxe e nunca olhei para trás. Mas, eu chorei quando me disseram que eu ia perder meu cabelo... Eu sabia que isso iria acontecer, mas vamos lá! O câncer tomou tudo de mim, meus peitos, minha paz de espírito e minha calma. Ia levar agora meu cabelo também? Foi minha última lágrima. No entanto, fiquei com as luvas de boxe e segui em frente, porque, que outra escolha eu tinha?

Terminei meus seis meses de tratamento e embora fosse difícil, cansativo, assustador e pesado, eu consegui. Eu agora era uma sobrevivente do câncer. Oba! Mas, esse sentimento de alegria nunca me atingiu como eu pensei que seria. Foi o dia que sai da consulta agitando as mãos, torcendo e feliz. Mas, eu saí com mais medo do que quando ouvi pela primeira vez aquelas palavras. O que havia de errado? Mais tarde, descobri que nada estava errado comigo. O "e agora?" tinha acabado de bater na porta e eu não sabia o que fazer. Fiz a única coisa que me veio à mente: Chorei.

Cadê o manual de instruções para a vida após o câncer? Onde estava o folheto sobre o "e agora"? Porque ninguém me falou sobre isto? Eu fui de consultas semanais a consultas a cada três meses? Fiz químio por quatro meses e agora nada. Ganhei um laudo e um broche e fui expulsa alegremente.

Cerca de um mês depois, as emoções sobre tudo desabaram. Senti como se estivesse literalmente olhando a face da morte. Obviamente foi uma emoção à qual não estava preparada: a culpa do sobrevivente. Por que eu tive a sorte de ter sobrevivido? O que eu faço com minha vida agora que tenho uma segunda chance? Tudo ficou muito sufocante. Consultei um psicólogo, fiz várias sessões de terapia para ajudar com as minhas emoções. Foi muito bom falar sobre isso e perceber que esses sentimentos eram normais. O problema era que não queria um "novo normal".

Demorou muito tempo para encontrar esse "novo normal" e aceitá-lo oficialmente. Mas, às vezes ainda não quero. Agora tenho mais de 5 anos após o tratamento. Quando será que o câncer irá bater numa parede de tijolos e parar de me seguir? As vezes, tenho a sensação de que se eu andar rápido, ele acelera. Ele ainda não me pegou... E espero que nunca o faça. Aguardo ansiosamente o dia que eu vire as costas e não veja mais aquilo. Eu lutei muito e acredito que acabará por acontecer. Entretanto, continuo trabalhando no meu "novo normal".

De uma sobrevivente de câncer para outra(o), as coisas realmente melhoram. É mais difícil para uns do que para outros, mas você segue em frente. Aceitação é a chave. Elaborar o luto é uma boa maneira de começar. Permita-se isso. Eu não o fiz inicialmente. Estou em processo de aceitação agora, e é um bom lugar para ficar. Não esqueça, você precisa seguir em frente...

Respirar é uma ótima maneira de começar. Eu escrevo muito e isso ajuda a manter as minhas emoções centradas. Um dos meus poemas favoritos que escrevi simplesmente se intitula "Respirar”. Começa no início rochoso de vida após o final do tratamento e me permite ver como estou me movendo na direção certa, uma onda de cada vez...

Por D.F.


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