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Buscando uma força dentro de nós

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 03/06/2016 - Data de atualização: 03/06/2016


Sempre me perguntam o que foi mais difícil: receber a notícia que estava com câncer ou fazer o tratamento.

Na época da minha avó, ninguém falava a palavra CÂNCER. Hoje, a doença é mais comum do que muita gente imagina.

Claro que não é fácil receber a notícia, como no meu caso, aos 38 anos de idade. Mas quando recebemos o diagnóstico, sempre temos a ESPERANÇA de que a cirurgia vai resolver sem precisar da quimio.

Então, respondendo à pergunta, para mim, Déborah, foi muito mais difícil o tratamento do que o diagnóstico em si. E quando falo em tratamento, me refiro à mastectomia, à quimioterapia  e à radio.

Apesar de ter feito a reconstrução na mesma cirurgia da retirada da mama, fui perceber muito tempo depois, como isso tudo é tão agressivo, psicologicamente falando.  Perder os seios, o cabelo, sobrancelha, cílios, que são símbolos da nossa feminilidade, é muito duro. No começo eu me sentia "culpada” por reclamar de tudo isso, afinal "estava viva”, mas um dia, minha terapeuta me disse:

"Você não tem que se sentir culpada. Não é fácil passar por tudo isso de cabeça erguida. Cabelo faz falta sim e não tem problema nenhum você sentir falta deles.”

Foi nesse momento que comecei a trabalhar um dos pilares mais importantes do ESPERA: a autoestima. Por que eu tinha que sair mal arrumada? Só por que estava fazendo quimio? Não! Por que um lenço com um óculos grandão não pode ser estiloso? Por que você mostrar a sua careca com uma make bem feita não pode ser bonito? E foi então que aprendi a me RE-inventar.

Era matar um leão por dia nesse quesito, já que todo santo dia tinha uma "novidade”.  E vou contar uma verdade para vocês: senti mais no dia que minha sobrancelha começou a cair, do que quando raspei o meu cabelo. Sem sobrancelha eu me achava com cara de "minhoca”, ficava difícil mesmo montar um look em que eu me achasse bonita.

Mas eu conversei muito com pacientes que eram muito pra cima, que tentavam ver as coisas, assim como eu, pelo lado positivo, às vezes engraçado. Sempre nos ajudávamos com sugestões de amarrações de lenços, turbantes, maquiagens, como disfarçar a falta da sobrancelha. Pra quem não tinha feito a reconstrução na mesma cirurgia, sempre procurávamos alternativas para disfarçar.

O que posso dizer a vocês é que, nesse momento de diagnóstico e tratamento, procurem se manter cercados de pessoas que agreguem, que sejam positivas, que não fiquem o tempo todo falando da doença. Procurem maneiras de se reinventar, de descobrir que o que vocês podem valorizar mais no  aspecto físico para tirar a atenção do cabelo e das outras coisas que perdemos com o tratamento.

Mas mais importante que tudo isso, é buscar dentro de nós mesmos uma força que só nós podemos resgatar.  Tem uma frase que li num livro, que gosto muito de dar como exemplo. Ela diz o seguinte:
 

"Quando uma pessoa diz "não consigo fazer” não está se dando conta do significado dessas palavras. "Não consigo” quer dizer "consigo”- sou capaz de – "não fazer”, o que é, sem dúvida, verdadeiro.”


Ou seja: é difícil passar por um tratamento de câncer? Sem dúvida. Mas quanto mais você repetir para si mesmo que não consegue, que não tem forças, mais você não vai conseguir, mais você não vai ter forças. Então, o primeiro passo antes de qualquer outro, é mudar o padrão de pensamento. E faça desse novo padrão, um mantra. Uma frase curta e forte, que gere internamente em você o sentimento de força que você precisa para seguir em frente.

Até a próxima,
Déborah Aquino.



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