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Brasil falha no registro do câncer de pulmão, o que mais mata no país

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 05/08/2019 - Data de atualização: 05/08/2019


Exame de raio-x de um pulmão com câncer: cigarro é responsável por quase 80% dos casos da doença no Brasil Foto: Divulgação/Instituto do Câncer dos EUA

SÃO PAULO — Dados divulgados pelo Instituto Oncoguia nesta quinta-feira apontam que o câncer de pulmão é o que mais mata no Brasil, ao mesmo tempo em que possui taxas extremamente baixas de registros oficiais.

Em 2018, 34.511 novos casos foram previstos pelo Globocan, projeto da Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC), sendo que em 92% dos registros (31.856) o paciente morreu em decorrência da doença. 

O câncer de pulmão é o primeiro em incidência e mortalidade no mundo. De acordo com o Globocan, mais de 1,7 milhão de pessoas morreram em decorrência da doença em 2018.

No Brasil, ele é o primeiro em mortalidade e o quarto em incidência. Está atrás apenas do colorretal, em 3º lugar, do de próstata, em 2º, e do câncer de mama, o mais incidente no país. Para 2019, o Instituto Nacional do Câncer (Inca) estima 31.270 novos casos de câncer de pulmão.  

Os dados foram apresentados no Radar do Câncer de Pulmão no Brasil, nesta quinta-feira, dia mundial de combate à doença, na Assembleia Legislativa de São Paulo.

Além da alta taxa de mortalidade do câncer de pulmão, especialistas alertam sobre a falha em registros oficiais da doença. Apenas 24,5% dos casos foram oficialmente notificados no Brasil em 2016.

Dados mais atualizados do Inca estimavam 28.220 novos casos, porém, segundo Registro Hospitalar do Câncer (RHC), houve documentação oficial de apenas 6.915 casos.

Luciana Holtz, presidente do Oncoguia, afirma que os casos oficialmente registrados não representam a realidade do câncer de pulmão no Brasil, uma vez que o sistema de controle no país não é eficiente.

— Batalhamos pela notificação compulsória do câncer, que é uma lei que já foi aprovada há um ano, mas ainda não conseguimos implementar. O que ouvimos dos registradores é que existe falta de estrutura, dificuldade de acesso aos dados e problemas para computá-los. Há inúmeras barreiras. Não existe um prontuário eletrônico nacional que regule tudo e não temos uma linguagem única e integrada.

Um dos fatores que colaboram para a alta taxa de mortalidade é o registro tardio da doença. Segundo o Inca, 86,2% dos casos de 2016 foram notificados em estágios avançados da doença, o que diminui as chances de tratamento e cura.

O cigarro é o maior agente causador do câncer de pulmão, de acordo com o levantamento: em 79% dos casos, os pacientes eram fumantes, ou ex-fumantes. Apenas 21% nunca tiveram contato com o tabaco.

Parar de fumar é a forma mais eficaz de se prevenir contra o câncer de pulmão. É o que defende a presidente da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia, Irma de Godoy.

— É uma doença fatal, diagnosticada tardiamente e que a gente pode prevenir pelo menos a maioria dos casos. Se as pessoas pararem de se expor ao tabagismo, realmente terá uma diminuição da prevalência (do câncer de pulmão). Precisamos prevenir aquilo que é possível. Essa é a obrigação que a gente tem.

Artigo publicado no O Globo em 01 de agosto de 2019.



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