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Biópsias para Diagnóstico do Mesotelioma

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 29/09/2012 - Data de atualização: 11/02/2019


Os sintomas e os resultados dos exames de imagem e de sangue podem sugerir que uma pessoa tem mesotelioma, mas o diagnóstico só pode ser confirmado por uma biópsia, que é o procedimento no qual o médico remove uma amostra de tecido para análise. Os principais tipos de biópsias utilizados para o mesotelioma são:

  • Coleta de Líquido para Exame

Se o acúmulo de líquido está relacionado com o mesotelioma, uma amostra deste líquido será retirada através da inserção de uma agulha fina. Este procedimento é realizado com anestesia local, em consultório médico ou hospital.

Este procedimento tem diferentes nomes, dependendo do local onde o fluido está localizado:

  • Toracocentese. Remove líquido da cavidade torácica.
  • Paracentese. Remove líquido do abdome.
  • Pericardiocentese. Remove líquido que envolve o coração.

O líquido coletado é estudado quanto a sua composição química e analisado microscopicamente para ver se existem células cancerígenas no mesmo. Se células cancerígenas estão presentes, o laudo definirá se é mesotelioma, câncer de pulmão ou outro tipo de câncer.

  • Biópsia por Agulha

Os tumores do tórax suspeitos são às vezes biopsiados por agulha, guiada por tomografia, e enviada para análise em um laboratório. Este procedimento não necessita de incisão cirúrgica ou internação hospitalar. Entretanto, às vezes, a amostra retirada não é suficiente para um diagnóstico preciso, e um método mais invasivo de biópsia pode ser necessário.

Uma complicação possível desta abordagem é o acúmulo de ar no espaço pleural, denominado pneumotórax. Um pneumotórax pequeno pode não causar sintomas e só pode ser diagnosticado numa radiografia, mas um pneumotórax maior pode fazer com que uma parte ou todo o pulmão colapse, causando intensa falta de ar. Isto pode ser tratado com a colocação temporária de um pequeno tubo (dreno) através da pele e do espaço pleural, para sugar o ar para fora e reexpandir o pulmão.

  • Biópsia Endoscópica

O endoscópio é um instrumento usado para visualizar o interior do corpo. Na extremidade, ele tem lentes (ou uma câmara minúscula) e luz própria, e muitas vezes tem uma ferramenta para remover o tecido. Os endoscópios têm diferentes nomes dependendo da região do corpo onde são utilizados. Existem vários tipos de biópsias endoscópicas:

Toracoscopia. Este procedimento usa um toracoscópio para visualizar as áreas do tórax, incluindo a pleura, e retirar amostras de tecido para biópsia. A toracoscopia é realizada no centro cirúrgico, com o paciente anestesiado. O médico insere o toracoscópio através de uma pequena incisão no tórax, entre os pulmões e a parede torácica. Isso permite que o médico visualize as áreas potenciais e remova fragmentos de tecido para análise. A toracoscopia também pode ser usada para recolher amostras dos gânglios linfáticos e do líquido para avaliar se o tumor está se desenvolvendo nos tecidos ou órgãos adjacentes.

Laparoscopia. Nesta técnica, o médico utiliza um laparoscópio para visualizar dentro do abdome e biopsiar todos os tumores peritoneais. Em seguida, o laparoscópio, é inserido através de pequenas incisões no abdome. O procedimento é realizado com o paciente anestesiado.

Mediastinoscopia. Se os exames de imagem sugerem que o câncer pode ter se disseminado para os gânglios linfáticos entre os pulmões, o médico removerá algum deles para ver se realmente contem a doença. Este procedimento é denominado mediastinoscopia, que é feito em centro cirúrgico, com o paciente anestesiado. É realizada uma pequena incisão na parte anterior do pescoço, acima do esterno, por onde é inserido o mediastinoscópio. Instrumentos especiais são inseridos pelo mediastinoscópio para retirar amostras de tecido dos gânglios linfáticos, traqueia e brônquios. O câncer no pulmão, muitas vezes se dissemina para os linfonodos, mas os mesoteliomas fazem isso com menos frequência. A biópsia dos linfonodos fornece informações se o tumor ainda está localizado ou se já se disseminou, e pode ajudar a distinguir o câncer de pulmão do mesotelioma.

Broncoscopia. Este procedimento utiliza um broncoscópio, que é inserido pela boca ou nariz passando pela garganta até chegar à traqueia e brônquios. Ele é usado para as principais vias aéreas. Este procedimento é feito com o paciente anestesiado. Se um tumor for encontrado, o médico remove uma pequena amostra do mesmo através do broncoscópio.

  • Biópsia Cirúrgica

Em alguns casos, procedimentos mais invasivos podem ser necessários para obter uma amostra de tecido maior para o diagnóstico. A toracotomia (que abre a cavidade torácica) ou a laparotomia (que abre a cavidade abdominal) permite que o cirurgião remova uma amostra maior de tumor ou às vezes todo o tumor.

Análise das Amostras

As amostras de tecido e líquido removidas durante qualquer um desses procedimentos de biópsia são enviadas para o laboratório de patologia para análise.

Muitas vezes, é difícil diagnosticar o mesotelioma, olhando para as células do líquido em torno dos pulmões, abdome ou coração. Pode ser difícil diagnosticar o mesotelioma em tecidos de biópsias por agulha de pequeno porte. Sob o microscópio, o mesotelioma pode ser semelhante a vários outros tipos de câncer. Por exemplo, o mesotelioma pleural pode assemelhar-se a alguns tipos de câncer de pulmão e o mesotelioma peritoneal pode ser parecido com alguns tipos de câncer de ovário.

Por esta razão, exames especiais de laboratório são muitas vezes realizados para ajudar a distinguir o mesotelioma de alguns outros tipos de câncer.

Se o mesotelioma é diagnosticado, o médico irá também determinar o seu tipo. A maioria dos mesoteliomas é classificada como epitelioide, sarcomatoide, ou misto/bifásico.

Fonte: American Cancer Society (16/11/2018)



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