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Câncer de Pulmão de Não Pequenas Células

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Biópsia para Diagnóstico do Câncer de Pulmão de Não Pequenas Células

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 14/09/2014 - Data de atualização: 28/05/2019


A biópsia é a única maneira de fazer o diagnóstico definitivo de câncer de pulmão de não pequenas células. Consiste na remoção de uma pequena quantidade de tecido para exame ao microscópio.

Os procedimentos mais comuns utilizados para obter o diagnóstico e estadiamento do câncer de pulmão de não pequenas células são:

  • Citologia de escarro

Neste procedimento, o médico colhe material da expectoração do paciente e envia para análise. Este exame tem mais probabilidade de encontrar cânceres que começam nas vias aéreas principais do pulmão, como a maioria dos cânceres de pulmão de células escamosas. Essa técnica não é útil para diagnosticar outros tipos de câncer de pulmão de não pequenas células.

  • Toracocentese

Esse procedimento é utilizado em casos de derrame pleural. É utilizada uma agulha estéril para retirar uma amostra do líquido pleural para posterior exame de laboratório. Se o derrame pleural for diagnosticado, a toracentese pode ser repetida para retirar mais líquido. A toracocentese pode ajudar o paciente a respirar melhor.

  • Biópsia por agulha

Muitas vezes a biópsia pode ser realizada com auxílio de agulhas, que consiste na coleta de uma pequena amostra do tecido pulmonar, para exame anatomopatológico. Na punção aspirativa por agulha fina (PAAF), o médico utiliza uma agulha muito fina, para aspirar algumas células do tumor, que são posteriormente enviadas para análise. Na punção por agulha grossa (core biopsy), o médico utiliza uma agulha de calibre maior para remover um ou mais núcleos de tecido.

Uma vantagem das biópsias por agulha é não necessitar uma incisão cirúrgica, mas, em alguns casos, elas podem não fornecer material suficiente para um diagnóstico.

A punção é um procedimento rápido, realizada com anestésico local, raramente causa grande desconforto, e não deixa cicatriz. O posicionamento da agulha é comumente guiado por tomografia computadorizada ou equipamento de raios X com fluoroscopia.

Uma complicação possível desta técnica é que o ar pode escapar do pulmão no local da incisão, para o espaço entre o pulmão e a parede torácica (espaço pleural). Esta complicação, denominada pneumotórax, pode ser resolvida espontaneamente quando é pequeno, ou seja, sem qualquer tratamento. No entanto, por ser uma condição que oferece certo risco o pneumotórax deve ser tratado inserindo um pequeno dreno no espaço pleural para retirar todo o ar que entrou durante o procedimento, o dreno permanecerá por 1 ou 2 dias, para o pulmão voltar a sua condição normal.

Outras abordagens para verificar a presença da doença nos linfonodos entre os pulmões:

  1. PAAF transtorácica ou PAAF transbrônquica. Consiste na inserção da agulha direto no tórax, sob anestesia local, durante a broncoscopia ou a ultrassonografia endobrônquica.
  2. Em alguns pacientes, a PAAF é feita durante a ultrassonografia endoscópica do esôfago passando a agulha pela parede do esôfago.
  • Broncoscopia

A broncoscopia permite o diagnóstico de alguns tumores ou bloqueios nas vias aéreas maiores dos pulmões, que podem ser biopsiados durante o procedimento.

É um procedimento invasivo que utiliza o broncoscópio, um tubo flexível, com uma pequena câmera na extremidade. O médico insere o broncoscópio pelas vias aéreas superiores (nariz ou boca) do paciente até atingir a região onde se encontra a lesão suspeita de câncer. Instrumentos minúsculos no interior do broncoscópio são utilizados para retirar amostras de secreção ou tecido para posterior análise. Durante a broncoscopia o paciente é sedado.

Análise das amostras de biópsia

As amostras coletadas durante a biópsia ou outros exames diagnóstico são enviadas ao laboratório, onde um patologista, após análises determina a existência (ou não) de doença, e em caso afirmativo, qual o tipo específico de câncer.

Entretanto, outros exames podem ser necessários para classificar melhor o câncer e se a doença se disseminou para outros órgãos. É muito importante descobrir onde o câncer começou, porque dependendo do tipo de neoplasia o tratamento é diferente.

Imunohistoquímica

Nesse exame as amostras são tratadas com proteínas especiais concebidas para unir-se apenas a uma substância específica encontrada em certas células cancerígenas. Se o tumor do paciente contém essa substância, o anticorpo se juntará às células. O patologista é o encarregado de fazer o diagnóstico e emitir o laudo anatomopatológico.

Testes moleculares

Em alguns casos, são avaliadas as alterações genéticas específicas nas células cancerígenas que podem indicar quais medicamentos alvo podem ser utilizados no tratamento da doença. Por exemplo:

  • O receptor do fator de crescimento epidérmico (EGFR) é uma proteína que às vezes aparece em grandes quantidades na superfície das células cancerígenas e as ajuda a crescer. Alguns medicamentos que tem como alvo o EGFR parecem funcionar melhor contra os cânceres de pulmão com determinadas alterações no gene EGFR, que são mais comuns em certos grupos, como não fumantes, mulheres e asiáticos. Mas estas drogas não parecem ser tão úteis em pacientes cujas células cancerosas têm alterações no gene KRAS. Atualmente, muitos médicos estão testando as alterações em genes como EGFR e KRAS para determinar se estes novos tratamentos serão úteis.
  • Cerca de 5% dos cânceres de pulmão de não pequenas células têm uma alteração no gene ALK. Esta alteração é mais frequentemente observada em pacientes não fumantes com adenocarcinoma. Os médicos podem testar os cânceres para alterações no gene ALK para ver se os medicamentos que tem como alvo esse gene podem ajudá-los.
  • Cerca de 1% a 2% dos cânceres de pulmão não pequenas células têm uma mutação no gene ROS1, que responde a determinadas terapias alvo. Um percentual similar tem uma mutação no gene RET. Determinados medicamentos que têm como alvo as células com alterações no gene RET podem ser opções para tratar estes tumores.
  • Alguns cânceres de pulmão não pequenas células têm alterações no gene BRAF. Determinados medicamentos que têm como alvo as células com alterações no gene BRAF podem ser uma opção para no tratamento desses tumores.

Para saber mais, consulte nosso conteúdo sobre Biópsia e Citologia das Amostras.

Fonte: American Cancer Society (23/06/2017)



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