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Biópsia do Linfonodo Sentinela para Câncer de Mama

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 06/10/2014 - Data de atualização: 22/06/2017


Um dos fatores mais importantes para o tratamento do câncer de mama é a presença ou ausência de metástase nos linfonodos. Na sua grande maioria, o câncer de mama se dissemina inicialmente para os linfonodos mais próximos.

A remoção do linfonodo pode ser feita de maneiras diferentes, dependendo de se os gânglios linfáticos estão aumentados, do tamanho do tumor e de outros fatores.

Tipos de Cirurgia dos Linfonodos


Mesmo que os linfonodos próximos não estejam aumentados, eles precisam ser verificados quanto ao câncer. Isso pode ser feito de duas maneiras diferentes. A biópsia do linfonodo sentinela é a forma mais comum e menos invasiva, mas em alguns casos pode ser necessária uma dissecção do linfonodo axilar.

A cirurgia do linfonodo sentinela é muitas vezes realizada como parte da cirurgia principal para retirada do câncer de mama, mas em alguns casos pode ser feita como um procedimento separado.

Biópsia do Linfonodo Sentinela

O diagnóstico por meio da biópsia do linfonodo sentinela (BLS) é uma técnica que permite um estadiamento linfonodal mais acurado e sem a morbidade de uma linfadenectomia total ou radical. A BLS é um procedimento que conserva a axila e que depende da colaboração e interação da medicina nuclear, equipe cirúrgica e dos patologistas. A linfadenectomia seletiva proporcionada pela BLS tem a vantagem de diminuir a morbidade sem comprometer a avaliação da paciente.


Para o procedimento da BLS é injetado na mama da paciente um fármaco marcado com material radioativo. A cirurgia realizada após algumas horas da injeção é acompanhada também por médicos da medicina nuclear, que com um detector de radiação especial localizam o primeiro linfonodo comprometido. Após a retirada do linfonodo, o mesmo é encaminhado para a equipe de patologia para congelamento e análise.

A identificação deste primeiro gânglio e sua análise pelo patologista, para avaliar se ele tem doença (ou não), permite que, estando este gânglio livre de doença, a paciente possa ser poupada da ressecção do restante dos gânglios da axila. Evitar esta ressecção é importante, pois permite que a mulher não desenvolva linfedema (inchaço no braço), dor, e maior risco de infecção.

Dissecção dos Linfonodos Axilares

Neste procedimento, cerca de 10 a 40 (geralmente menos de 20) linfonodos axilares são retirados para a verificar a disseminação do câncer. A dissecção dos linfonodos axilares geralmente é feita no momento da mastectomia ou da cirurgia conservadora da mama, mas pode ser realizada em uma segunda cirurgia. Este procedimento foi o método mais comum para se verificar se o câncer de mama se disseminou para os linfonodos próximos e às vezes ainda é utilizado. Por exemplo, a dissecção dos linfonodos axilares pode ser feita se uma biópsia anterior mostrou que um ou mais dos linfonodos axilares têm células cancerígenas.


Efeitos Colaterais da Cirurgia dos Linfonodos

Assim como em qualquer cirurgia, pode ocorrer dor, inchaço, hemorragia, formação de coágulos sanguíneos e infecção.

            Linfedema

Um possível efeito a longo prazo da cirurgia dos linfonodos é o inchaço no braço denominado linfedema. Como qualquer excesso de líquido nos braços normalmente retorna à corrente sanguínea através do sistema linfático, a remoção dos linfonodos às vezes bloqueia a drenagem do braço, fazendo com que esse líquido se acumule.

Isso é menos comum após a biópsia do linfonodo sentinela do que na dissecção do linfonodo axilar.

Até 30% das mulheres que realizam dissecção axilar desenvolvem linfedema. E cerca de 3% das mulheres que fazem biópsia do linfonodo sentinela também desenvolvem linfedema. Isso pode ser mais comum se a mulher fizer radioterapia após a cirurgia. Às vezes, o inchaço é temporário e desaparece após algumas semanas. Mas em algumas mulheres, o linfedema permanece por um longo tempo. Se o seu braço estiver inchado, apertado ou dolorido após a cirurgia dos linfonodos, converse com seu médico e siga suas orientações.

            Limitação do Movimento do Braço e Ombro

Você também pode apresentar alguma limitação nos movimentos do braço e ombro após a cirurgia. Isso é mais comum após a dissecção do linfonodo axilar do que com o a biópsia do linfonodo sentinela. Seu médico pode indicar a realização de exercícios específicos para evitar que você tenha problemas permanentes com o braço do lado da cirurgia.

            Dormência

A dormência no braço é um efeito colateral comum porque o nervo que controla a sensação passa pela área dos linfonodos axilares.

Fonte: American Cancer Society (18/08/2016)


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