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Biópsia para Diagnóstico do Câncer de Próstata

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 26/06/2014 - Data de atualização: 09/07/2017


Se determinados sintomas ou resultados de exames de rastreamento sugerirem câncer de próstata, o médico solicitará a realização de uma biópsia da próstata para confirmação diagnóstica.

A biópsia é um procedimento no qual uma amostra de tecido é removida e encaminhada para análise de um patologista. A biópsia por agulha é o principal método utilizado para diagnosticar o câncer de próstata. A biópsia é realizada geralmente pelo urologista, com o auxílio da ultrassonografia transretal para localizar a próstata. O procedimento consiste em inserir uma agulha através da parede do reto em direção da próstata. A extração da agulha remove, em fração de segundos, um pequeno cilindro (núcleo) do tecido. Esse procedimento é repetido várias vezes, até que se tenha uma quantidade de amostras suficiente para enviar ao laboratório de patologia.

Após a realização da biópsia pode ser receitado um antibiótico para prevenir o risco de uma infecção. Nos primeiros dias após o procedimento o paciente poderá sentir algum desconforto ou até mesmo notar sangue na urina ou no sêmen.

Análise das Amostras de Biópsia (Escore, Pontuação ou Escala de Gleason)

Os patologistas classificam o câncer de próstata de acordo com o sistema de Gleason. Este sistema atribui uma pontuação com base em quanto as células do tecido canceroso se parecem com o tecido normal da próstata:

  • Se o tecido canceroso se parece muito com o tecido normal da próstata, é atribuída a nota 1.
  • Se as células cancerosas e seus padrões de crescimento parecem muito anormais, ele é classificado com grau 5.
  • Os graus de 2 a 4 têm características entre estes extremos.

A maioria das biópsias são grau 3 ou superior, e os graus 1 e 2 não são relatados frequentemente.

Como os cânceres de próstata muitas vezes têm áreas com diferentes graus, um grau é atribuído às duas áreas que compõem a maior parte do tumor. Estas duas notas são somadas para produzir a pontuação de Gleason, também denominado soma de Gleason.

Existem algumas exceções a esta regra. Se o grau mais alto ocupa a maior parte da amostra, a nota para essa área é contada duas vezes como a pontuação de Gleason. Além disso, se 3 classes estão presentes em um núcleo da amostra, o grau mais alto é sempre incluído na pontuação de Gleason, mesmo que a maior parte do núcleo esteja ocupado por áreas do tumor com notas mais baixas.

A pontuação de Gleason pode ser entre 2 e 10, mas a maioria é pelo menos 6. Quanto maior a pontuação de Gleason, maior a probabilidade do tumor crescer e se espalhar rapidamente.

Além da pontuação de Gleason, o classificação do câncer às vezes é expressa usando outros termos:

  • Cânceres com pontuação de Gleason até 6 são frequentemente chamados de bem- diferenciados ou de baixo grau.
  • Cânceres com pontuação de Gleason de 7 são denominados  moderadamente diferenciados ou de grau intermediário.
  • Cânceres com pontuações de Gleason de 8 a 10 podem ser chamados pouco diferenciados ou de alto grau.

Laudo de Patologia


Se o câncer estiver presente, junto com o grau da doença, o laudo do patologista muitas vezes contém outras informações que podem dar uma ideia melhor da extensão da doença. Estas podem incluir:

  • Número de amostras de biópsia que contêm a doença, por exemplo, 7 de 12.
  • Porcentagem da doença em cada um dos núcleos.
  • Se o tumor está apenas de um lado da próstata ou se é bilateral.

Resultados Suspeitos


Às vezes, quando o patologista examina as células da próstata, elas não parecem cancerosas, mas não são muito normais. Estes resultados são muitas vezes relatados como suspeitos.

  • Neoplasia Intraepitelial Prostática. Existem alterações na forma como as células da próstata são vistas sob o microscópio, mas as células anormais não parecem ter se desenvolvido em outras partes da próstata, como aconteceria com as células cancerosas. A neoplasia intraepitelial prostática é frequentemente dividida em baixo e alto grau. Muitos homens começam a desenvolver a neoplasia intraepitelial de baixo grau a uma idade precoce, mas não necessariamente desenvolvem o câncer de próstata. Se a neoplasia intraepitelial é de grau alto, existe uma chance de 20% de que o câncer possa já estar presente em algum outro lugar na próstata.

  • Proliferação Atípica de Pequenos Acinos. Às vezes chamada apenas de atipia. Neste caso, algumas células parecem cancerígenas, mas a quantidade de células é pequena para se ter certeza. Existe uma grande chance de que o câncer esteja presente na próstata, razão pela qual muitos médicos recomendam a repetição da biópsia dentro de alguns meses.

  • Atrofia Inflamatória Proliferativa. Na atrofia inflamatória proliferativa, as células da próstata se observam menores do que o normal. Essa condição não é câncer, mas os pesquisadores acreditam que a inflamação possa às vezes levar à neoplasia intraepitelial prostática ou ao câncer de próstata.

Fonte: American Cancer Society (15/05/2017)


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