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Artigo: A oncologia não será mais a mesma depois do coronavírus

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 08/04/2020 - Data de atualização: 08/04/2020


O pedido dos governos ao redor do mundo é para que as pessoas se resguardem. Mas pacientes com câncer precisam manter idas periódicas a clínicas, ambulatórios e/ou hospitais. Foto: Pixabay

A pandemia de Covid-19 forçou o mundo a mudar processos econômicos e sociais e, sob a ótica da saúde, estamos diante de um sensível abalo estrutural. Uma crise desta magnitude é capaz de mudar protocolos de atendimento que vão muito além das implicações diretas que o novo coronavírus acarreta.

O pedido dos governos ao redor do mundo é para que as pessoas se resguardem. Mas pacientes com câncer precisam manter idas periódicas a clínicas, ambulatórios e/ou hospitais. Curiosamente, é neste momento que se torna mais imperativo repetir a mensagem essencial das campanhas de combate ao câncer: não deixe de realizar seus exames, siga as orientações do seu médico e não adie ou interrompa seu tratamento. Inevitavelmente esses indivíduos estão cumprindo à risca os cuidados básicos, mas temem, com razão, que em algum momento sejam contaminados pelo coronavírus.

As informações até agora sugerem que pessoas com câncer têm risco significativo de precisarem de internação e cuidados intensivos se infectadas pelo novo coronavírus. Elas também têm mais chances de morrer, em especial as que passaram recentemente por quimioterapia ou cirurgias. Será essencial observarmos, de forma individualizada, quais os benefícios das terapêuticas empregadas e o quanto cada uma continua sendo a melhor neste período de pandemia. Temos ainda muitas perguntas: será que ajustes nos protocolos assistenciais significarão posteriormente maior índice de recidiva de câncer? E até que ponto vale expor as pessoas mais fragilizadas a uma infecção que poderia matá-las em questão de dias?

De fato, a forma como tratamos pacientes oncológicos vai passar por mudanças consideráveis, não apenas nos próximos meses mas também diante das incertezas de um cenário que, a médio prazo, não deve ser resolvido. Milhares de pesquisas em andamento foram interrompidas e centenas de congressos científicos foram cancelados ou adiados em todo o mundo. Sem tempo para a descobertas de evidências, criaremos fluxos diferentes dos habituais para assegurar tratamentos e preservar essa parcela da população imunossuprimida da contaminação pela Covid-19. Já há um grande movimento favorável à adaptação de rotinas para evitar que o paciente se desloque e à criação de planos alternativos para situações de superlotação dos hospitais. É possível que priorizemos necessidades conforme as experiências de colegas de profissão de outras partes do mundo, como China, Itália e Estados Unidos.

Não há respostas definitivas no horizonte, mas a cooperação entre especialistas de todo o mundo tem nos guiado, com conhecimentos sendo divididos de maneira altruísta em fóruns de aprendizado multinacionais, buscando as melhores práticas. Tomar decisões baseadas em riscos e benefícios nunca foi tão desafiador para oncologistas, sejam eles dos centros mais modernos ou acostumados com a total falta de estrutura básica. Sem contar que, como médicos, não estamos imunes ao risco de contaminação pelo vírus, por maiores os cuidados adotados. Em algum momento também seremos infectados, reduzindo a força de trabalho no front. Podemos, assim, aprimorar nossa capacidade de acompanhamento à distância, aproveitando quando possível a telemedicina. Estamos nos reinventando enquanto nos acostumamos a essa realidade.

Fonte: O Globo

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