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Antes de mais nada, preciso me apresentar, certo?

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 01/02/2016 - Data de atualização: 04/02/2016


Em primeiro lugar, quero dizer que estou muito - MUITO - feliz por fazer parte da equipe Oncoguia! A partir de hoje, dividirei com vocês dicas de moda e beleza aqui no Portal, para que vocês possam encarar essa fase da vida sem perder a autoestima e o estilo! Mas, antes de mais nada, preciso me apresentar, certo?

Flavia MaoliMeu nome é Flavia Maoli, sou gaúcha, moro em Porto Alegre e tenho 28 anos. Aos 23, em janeiro de 2011, fui diagnosticada com Linfoma de Hodgkin, um tipo de câncer no sistema linfático. Meu mundo caiu! Eu estava cursando arquitetura, um cabelão até o meio das costas, e nenhum caso de câncer na família. Me sentindo a pessoa mais injustiçada do mundo, encarei o tratamento como pude - e descobri que, no fim das contas, não era tão difícil como me pareceu à primeira vista. Terminei meu tratamento em dezembro de 2011, depois de dezesseis aplicações de quimioterapia e vinte sessões de radioterapia.

Passei um ano e meio super bem, em remissão, com o cabelinho crescendo e a vida voltando ao normal - mas sempre com aquele medo de o câncer voltar, fantasma que assombra quase todo mundo que já teve o diagnóstico, não é mesmo?

Pois em fevereiro de 2013, o que eu mais temia aconteceu: em um exame de rotina, foi confirmado que eu estava em recidiva. O câncer havia voltado, e eu teria que encarar um segundo tratamento - dessa vez, com transplante de medula óssea. Não tenho dúvidas de que esse foi o momento mais difícil e importante da minha vida! Foi difícil porque, além eu estar super resistente quanto a fazer o transplante, eu estava terminando meus estudos - e nada me apavorava mais do que não conseguir alcançar o tão sonhado diploma, depois de sete anos penando na faculdade. Foi importante porque, a partir daquele momento, de fato, as coisas mudaram. E pra melhor.

Se no primeiro tratamento eu seguia adiante porque havia ouvido dos médicos que minhas chances de cura eram altas, no segundo tratamento ninguém podia me dar garantias. O transplante de medula tem seus riscos e suas peculiaridades - todo esse panorama me forçou a aprender muito sobre viver. Tive que aprender a viver um dia de cada vez, com calma, paciência e gratidão por cada pequena melhora. Tive que aprender a ver graça no desafio de passar pela dificuldade, superar limites, aprender lições - e não somente esperar pela tão sonhada cura. Tive que rever minhas prioridades, e me perguntar - e responder - honestamente, por que e por quem eu estava me submetendo a tudo aquilo?     

Foi nesse segundo diagnóstico que tudo mudou. No fim, consegui concluir a faculdade com ótimas notas, realizei meu sonho de colar grau, descobri muitos bons amigos, que me deram tanto, tanto amor!, E descobri que o transplante de medula é chato e cansativo - mas não impossível. Saí do hospital 27 dias depois, com a certeza de que queria fazer mais da vida, ajudar outras pessoas a enxergar que o câncer não é sentença nem castigo - é uma doença difícil, sim, mas que podemos superar.

Flavia MaoliDurante o tratamento, criei um blog chamado Além do Cabelo, cujo lema é: câncer não é escolha; bom humor, é. Nele, eu e outras quatro colunistas damos dicas de beleza, autoestima, alimentação saudável e entretenimento, para quem quer passar por essa fase sem perder o bom humor! Em julho de 2014, lancei, com mais dois amigos, o Projeto Camaleão: Autoestima contra o câncer - iniciativa que visa reintegrar pacientes e ex-pacientes na sociedade, através do fortalecimento da autoestima e criação de redes de contato.

Se eu estou curada? Espero que sim! Mas aprendi que, por mais duro que seja o diagnóstico recebido,  ninguém - nem mesmo o câncer - tem direito de nos sentenciar ou roubar o tempo de vida que temos! Ao invés de lamentar, que tal nos adaptarmos às adversidades e seguir vivendo? Vamos lá? Então fique de olho nas dicas que  vou compartilhar aqui para elevar seu astral!

Beijos,
Flavia Maoli


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