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Aditivos alimentares são associados a alergias, hipersensibilidade e câncer

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 03/02/2021 - Data de atualização: 03/02/2021


Resumo da notícia

  • Aditivo é qualquer ingrediente adicionado ao alimento com o objetivo de alterar ou modificar suas características
  • Entre os principais estão: conservante, corante, antioxidante, adoçante, espessante, aromatizante
  • A ingestão dos aditivos tem aumentado cada vez mais devido ao consumo elevado de alimentos ultraprocessados
  • Estudos alertam para o risco de alergias, hipersensibilidade e até câncer

Eles não têm valor nutricional, são pouco conhecidos e vêm descritos sempre na parte final da lista de ingredientes nos rótulos. Estamos falando dos aditivos, ingredientes adicionados aos alimentos não para nutrir, mas para modificar, preservar ou intensificar alguma de suas características físicas, químicas, biológicas ou sensoriais. Em outras palavras: os aditivos servem para deixar os alimentos mais "atraentes", conservar o sabor e aumentar a durabilidade.

Larissa Rodrigues Neto Angéloco, professora do Departamento de Ciências da Saúde da FMRP-USP (Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo), explica que existem diversos tipos de aditivos com as mais variadas funções.

Os corantes são usados conferir ou intensificar as cores, sendo muito utilizados na indústria alimentícia infantil para atrair o olhar das crianças. Os espessantes são aplicados para melhorar a textura e consistência de alimentos, como podemos encontrar em sorvetes, molhos e geleias. Já os conservantes aumentam o tempo de vida de prateleira, protegendo os alimentos de micro-organismos ou ainda de reações químicas que possam deixar o produto impróprio para o consumo. E um dos mais falados, os adoçantes, chamados de edulcorantes, que, claro, servem para adoçar.

De acordo com a especialista, em geral, nenhum aditivo faz bem para a saúde, mas há uma dificuldade na avaliação devido aos casos subnotificados, que exigem um alto grau de suspeição clínica e a comprovação causal entre a sintomatologia e o aditivo alimentar.

"Os aditivos não têm a função de nutrir e não há, na literatura, referências de benefícios no consumo destes para a saúde. Aliás, existem estudos que correlacionam o consumo desses aditivos com o aumento do risco de efeitos adversos à saúde como a ocorrência de alergias, hipersensibilidade e câncer", alerta Angéloco.

Segundo ela, é importante evitar o consumo de alimentos que contenham aditivos, não só pelas reações adversas que podem surgir com seu consumo frequente, mas também por geralmente eles virem associados a outros ingredientes, como alto teor de gordura, açúcar e sódio.

Para Isabela Rosier Olimpio Pereira, farmacêutica, doutora em Ciência dos Alimentos e professora de farmácia da Universidade Presbiteriana Mackenzie, é importante destacar que todos os aditivos que têm permissão para serem usados no Brasil são considerados seguros pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e passaram por estudos toxicológicos, garantindo sua segurança dentro das dosagens recomendadas.

"A diferença entre o remédio e o veneno é a dose. Algumas pessoas podem ser mais sensíveis e desenvolver algum tipo de reação a alguns aditivos".

"Com base em estudos toxicológicos, se estabelece, quando possível, a IDA (Ingestão Diária Aceitável) dos aditivos. A IDA é a quantidade estimada do aditivo alimentar, expressa em miligrama por quilo de peso corpóreo, que pode ser ingerida diariamente, durante toda a vida, sem oferecer risco apreciável à saúde", explica.

Veja alguns aditivos que podem causar reações
Conservantes: os nitritos e nitratos são conservantes adicionados em produtos embutidos, como linguiça, salsicha e presunto. Eles são eficientes contra micróbios e deixam o produto com uma cor rosada. Há estudos relacionando o consumo excessivo desses produtos ao aumento do risco de câncer.

Corantes: o corante amarelo de tartrazina é um dos aditivos mais perigosos. Embora seja permitido no país, foram associados ao seu consumo crises de asma, bronquite, rinite, náusea, broncoespasmos, urticária, eczema e dor de cabeça. Pessoas que têm alergia à aspirina, às vezes, também reagem à tartrazina.

Adoçantes artificiais: esses aditivos chamados de edulcorantes são divididos em naturais e sintéticos. A estévia é um exemplo de edulcorante natural, e aspartame, ciclamato e sacarina, de sintético. Algumas pessoas podem ser sensíveis ao aspartame. A consequência mais comum é dor de cabeça após o uso.

Os possíveis efeitos ruins dos adoçantes vão depender da quantidade consumida. Os especialistas concordam que o excesso faz mal, mas há controvérsias sobre os resultados a longo prazo.

Podemos evitá-los, sim

Há diversos alimentos que não possuem aditivos como os in natura ou minimamente processados. É o caso, por exemplo, de arroz, feijão, legumes, verduras, leite pasteurizado, ovos, frutas, que formam uma alimentação nutricionalmente balanceada.

Em contrapartida, os alimentos ultraprocessados, como bebidas artificiais, congelados, misturas para bolo, macarrão instantâneo, tempero pronto, barras de cereais e tantos outros ofertados pelo mercado, são fontes de aditivos.

Se ficar na dúvida, uma forma prática de distinguir os alimentos que contêm ou não essas substâncias é consultar a lista de ingredientes que, por lei, deve constar nos rótulos de alimentos embalados.

Fonte: Viva Bem

As opiniões contidas nas matérias divulgadas refletem unicamente a opinião do veículo, não caracterizando endosso, recomendação ou favorecimento por parte do Instituto Oncoguia.

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