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Acordar cedo reduz o risco de câncer de mama, afirma estudo

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 08/11/2018 - Data de atualização: 08/11/2018


De acordo com o Inca, fatores genéticos e hereditários, ambientais e comportamentais e histórico reprodutivo e hormonal são os principais fatores de risco para a doença (iStock/Getty Images)

Mulheres que preferem acordar cedo apresentam risco até 48% menor de desenvolver câncer de mama, aponta estudo apresentado na 2018 NCRI Cancer Conference, que aconteceu esta semana na Escócia. Os cientistas descobriram também que as mulheres que dormem mais do que as oito horas recomendadas por noite estavam mais propensas a apresentar a doença, valor que aumentava em 20% a cada hora dormida a mais.

Já a Organização Mundial de Saúde (OMS) alertou recentemente que trabalhar no período noturno poder aumentar a probabilidade de câncer em mulheres.

Para os pesquisadores os resultados do novo estudo são relevantes já que a qualidade do sono (ou a falta dela) interfere em diversas funções biológicas, inclusive no surgimento de doenças, como depressão. Por isso, a comunidade científica está sempre investigando a relação entre o sono e os riscos de doenças em geral como forma de descobrir que tipo de modificações comportamentais podem ajudar a reduzi-los.

O estudo

Os pesquisadores analisaram mais de 385.000 mulheres cujos dados foram encontrados no projeto Biobank, estudo de longo prazo que investiga as causas genéticas e ambientais do câncer de mama. Além disso, a equipe acessou informações sobre a associação genômica da doença obtida através do Consórcio da Associação de Câncer de Mama (BCAC, na sigla em inglês).

Para detectar a relação entre as tendências nos padrões de sono e o risco de câncer de mama, a pesquisa usou a randomização mendeliana, método no qual estuda-se as variantes genéticas que podem interferir no aparecimento de doenças, como o câncer de mama, e de que forma essas variantes podem afetar características do sono. 

Cada uma das participantes passou por uma análise de 341 fragmentos de DNA cuja função é controlar a propensão a ser uma pessoa diurna ou noturna. Esses fragmentos são definidos no nascimento e, portanto, não sofrem alterações externas como câncer e obesidade, o que ressalta a profunda relação entre o relógio biológico e o câncer de mama encontrado pelo estudo.

Os resultados

Os resultados dos dados do BCAC mostrou que as participantes que preferiam as manhãs tinham um risco de câncer de mama 40% menor em comparação com mulheres de hábitos noturnos. Já a análise do Biobank indicou um valor ainda mais alto: 48%. Durante os oito anos de acompanhamento, os pesquisadores notaram que duas em cada 100 mulheres que tinha preferência pelo período da noite desenvolveram a doença. Para as mulheres com hábitos diurnos, esse número é menor: uma em cada 100.

A duração do sono também afetou a probabilidade do câncer de mama: a cada hora a mais dormida acima do recomendado (7 a 8 horas por noite) eleva o risco em 20%. “As descobertas são potencialmente muito importantes, porque o sono é universal e facilmente modificado”, disse Rebecca Richmond, da Universidade de Bristol, na Inglaterra, à BBC.

Apesar disso, os pesquisadores ressaltaram que ainda não foi possível determinar o motivo desta ligação. No entanto, a equipe pretende continuar investigando para entender se as alterações nos padrões de sono seriam capazes de reduzir os riscos. “Gostaríamos de investigar os mecanismos que sustentam esses resultados já que as estimativas obtidas são baseadas em questões relacionadas à preferência pela manhã ou à noite, e não se realmente as pessoas acordam mais cedo ou mais tarde”, ressaltou Rebecca ao Medical News Today. 

É fundamental lembrar, no entanto, que de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), fatores genéticos e hereditários (histórico de câncer de mama na família), fatores ambientais e comportamentais (obesidade, sedentarismo e sobrepeso durante a menopausa) e histórico reprodutivo e hormonal (não ter filhos ou amamentado) são os principais fatores de risco para a doença.

Fonte: Veja

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