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Acompanhantes de pacientes com câncer também precisam de atendimentos

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 04/02/2019 - Data de atualização: 04/02/2019


Suporte a parentes de pacientes com câncer é um dos desafios no tratamento Foto: Arte O Globo

RIO - Saber que o filho de nove anos tinha sarcoma de Ewing, um tipo de câncer nos ossos, foi duplamente chocante para Daiane dos Santos, publicitária de 38 anos: primeiro pela preocupação com a saúde da criança e depois pela falta de experiência em lidar com uma doença desconhecida e inesperada. Inicialmente sem entender a respeito do desenvolvimento e do tratamento do câncer, além da melhor forma de apoiar o filho, Daiane teve acesso a um dos serviços de psicologia do Instituto Nacional de Câncer (Inca) e entendeu que uma das melhores maneiras de lidar com a doença é falando sobre ela com outras pessoas, de forma a conseguir apoio e solidariedade na medida certa.

— Isso tudo vem do quanto o câncer tem efeitos na vida das pessoas. Não só na do paciente, mas da família e de amigos. Quem cuida é absurdamente impactado. Ele está sofrendo em um nível próximo ao do paciente, mas em silêncio — analisa a psicóloga Luciana Holtz, fundadora do Oncoguia, site que tem uma sessão destinada a informações para redes de apoio de pacientes com câncer.

“Quem cuida está sofrendo em um nível próximo ao do paciente, mas em silêncio” LUCIANA HOLTZ, psicóloga

No caso de Daiane, as sessões de terapia que fazia com o filho foram importantes para uma melhor compreensão sobre a doença. Encontrar outras mães na mesma situação, que também frequentavam o hospital, auxiliou na sua percepção sobre o caso e permitiu uma troca de experiência com outros pais.

— O fato de alguém te escutar e oferecer alento, como foi nosso caso com a psicóloga, é importantíssimo. Eu acreditava que, quando alguém tinha câncer, era ocasião de vender o guarda-roupa e comprar um caixão — relata Daiane.

Troca de experiências

Durante o dia a dia de contato com pessoas que estão em situação parecida com a sua, ela percebeu que algumas informações vão além de diagnósticos médicos.

— Aprendi nas sessões de terapia e com as outras mães que não era assim ( uma doença que leva à morte ). Essas pessoas, que não são médicos e não têm o conhecimento técnico da doença, entendem um outro lado: o do medo, da esperança e da persistência — diz ela, cujo filho, hoje com 15 anos, é considerado curado.

Para a pesquisadora Iara Loussal, que escreveu uma tese na Universidade de São Paulo (USP) sobre essas redes de apoio, o suporte vem da chance de se ver na experiência alheia.

— Nenhum caso é igual ao outro. Mas é fundamental que as redes médicas criem duas frentes para dar conforto em momentos difíceis àqueles que cuidam dos pacientes. A primeira, que já acontece regularmente em grandes centros, é uma equipe especializada para atendê-los. E a segunda é promover espaços de troca de experiências — defende.

Sinais para pedir ajuda

A importância das duas iniciativas é disseminar informações mais qualificadas e não perder de vista que o câncer demanda lógicas de empatia.

— Quem cuida muitas vezes se anula diante daquele que está com a doença. Não pode. É necessário buscar ajuda até mesmo para auxiliar melhor o outro — lembra Luciana.

Para a psicóloga e para a pesquisadora, alguns sinais podem ser indicadores da necessidade de auxílio, como irritação, choro constante, sono intermitente e perda de peso.

— São impactos que não podem ser menosprezados — afirma Iara.

Matéria publicada pelo O Globo em 04/02/2019

 



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