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A radiação emitida pelos celulares e outros dispositivos pode causar câncer?

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 20/02/2020 - Data de atualização: 20/02/2020


A Food and Drug Administration (FDA) continua monitorando as evidências científicas de produtos eletrônicos que emitam radiação ou que funcionem por radiofrequência (RF) que possam impactar a saúde. Isto obviamente inclui os celulares.

Esta semana foi publicada uma extensa análise dos estudos in vivo e epidemiológicos de 2008 até 2018, pois a análise anterior contemplava estudos da década passada. O foco principal desta análise era a possível relação da RF e o desenvolvimento de tumores.

Câncer e relação com celulares
Interessante destacar que houve neste período uma pequena redução na incidência de tumores cerebrais a despeito do maciço uso de celulares nos últimos 20 anos.

Foram avaliados 125 estudos (incluindo animais) e nenhum demonstrou que a exposição localizada de RF encontrada nos celulares possa levar a efeitos adversos.

O FDA alerta que estes estudos in vivo são tecnicamente muito difíceis de serem realizados na tentativa de simular os efeitos e a absorção da RF em animais e que esses dados possam ser extrapolados para a exposição orelha-cérebro dos celulares usados por humanos, por exemplo. O único efeito bem documentado é o do aumento da temperatura dos tecidos expostos, o que não impacta a carcinogênese, daí a importância de estudos epidemiológicos fortes que possam gerar mais informações relevantes.

E foram analisados mais de 70 estudos com foco em tumores cerebrais, outros tipos de câncer e outros possíveis efeitos adversos. Mesmos estudos epidemiológicos têm limitações, como medir a real exposição à RF aos celulares e de outras fontes, até mesmo de outras fontes como fones bluetooth. Frequentemente é uma estimativa baseada em questionários preenchidos pelos próprios usuários.

A agência segue afirmando que não há efeitos adversos à saúde em humanos pela exposição da RF baseado no uso corrente de celulares. Embora alguns estudos possam ter sugerido um aumento de certos tumores com heavy users de celulares, esses estudos tem falhas metodológicas.

Conclusão
Existe insuficiência de evidências para estabelecer uma relação causal entre RF e tumorigênese, seja dose-dependente ou até mesmo de plausibilidade biológica.

Porém, “ausência de evidência não significa evidência de ausência” como disse Carl Sagan, por isso o FDA segue monitorando os estudos. E não há razão plausível até o momento para se temer a chegada do 5G, como algumas fake news apocalípticas tem alardeado.

Autor: Gilberto Amorim
Formado em 1992 na UFRJ • Residência Médica em Clínica Médica no HUCFF – UFRJ • Residência em Oncologia Clínica no INCA • Oncologista do INCA de 01/1998 até 04/2008 –Chefe do Serviço do HCIII de 11/1999 até 05/2001 e de 12/2003 até 12/2005 • Membro Titular da SBOC desde 1996 • Membro titular da “ASCO” desde 2001 e da “ESMO desde 2016 • Sócio Honorário da Sociedade Brasileira de Mastologia desde 2009 • Oncologista e Coordenador Nacional de Oncologia Mamária da “Oncologia D’Or”, desde 05/2011 • Membro voluntário do Comitê Científico da FEMAMA, do INSTITUTO ONCOGUIA e da Fundação Laço Rosa

Fonte: Portal PEBMED

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