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A Importância da Radioterapia no Tratamento do Câncer

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 02/06/2015 - Data de atualização: 04/02/2016


Atualmente, em torno de 60 a 70% dos cânceres diagnosticados são curados com estratégias terapêuticas que envolvem uma ou mais formas de tratamento. Os três principais tipos de tratamento são a cirurgia, a quimioterapia e a radioterapia. O tipo de câncer, bem como o estágio em que se encontra, são os principais fatores de decisão. Em muitas situações as três formas de tratamento são integradas para obtenção do melhor resultado possível.

A cirurgia possui a finalidade de remoção do tumor quando há indicação e a quimioterapia é utilizada para eliminar as células doentes circulantes pelo corpo e, assim, evitar implantes (metástases) ou tratar as já existentes.

A radioterapia é um tratamento que utiliza radiação ionizante (Raios X de alta energia) para tratar ou prevenir o aparecimento de tumores em uma determinada região do corpo. Em torno de 60% dos casos de câncer vai necessitar de radioterapia em pelo menos uma fase do plano terapêutico, de forma isolada ou associada a outro tratamento, como cirurgia e/ou quimioterapia, para assegurar uma adequada curabilidade ou um efeito paliativo adequado. Ela é necessária, na maioria das vezes, no tratamento dos tumores malignos mais prevalentes da população brasileira, ou seja, no câncer de próstata e pulmão nos homens e no de mama, de reto e de colo uterino na mulher. Em várias situações, apenas a radioterapia é utilizada para obtenção da cura, como no câncer de próstata, de pele, de colo uterino, de pulmão e de outros, principalmente quando esses estão em fase inicial.

Os raios emitidos pelos aparelhos de radioterapia são direcionados para o local do corpo que deve ser tratado de forma mais concentrada possível. Isso é atualmente obtido por sofisticados sistemas computadorizados e por modernos aparelhos emissores de radiação. Como é um tratamento localizado, os efeitos benéficos e os colaterais dependem da área do corpo que está sendo tratada, da dose prescrita e da técnica utilizada. A radioterapia não provoca, por exemplo, queda de cabelo, a não ser que a cabeça seja irradiada. Em muitas situações, é possível o paciente não apresentar qualquer sintoma durante o tratamento.

Quando um paciente possui um determinado tipo de câncer com indicação de radioterapia, ele deve procurar um especialista nessa área, que é conhecido como radioterapeuta ou rádio oncologista. Esse médico irá confirmar a indicação da radioterapia, prescrever o número de aplicações necessárias para cada caso especificamente e orientar quando aos riscos e possíveis efeitos colaterais. Em geral, cada sessão de radioterapia leva em torno de 15 minutos e o número de aplicações pode variar de uma até 40. Na maioria das vezes, essas aplicações são realizadas em dias úteis e com descanso nos finais de semana e feriados. Esse descanso é importante para alívio dos efeitos colaterais. Querer fazer a radioterapia nesses dias para que o tratamento termine mais rápido pode gerar efeitos desagradáveis. Durante cada aplicação, o paciente não sente dor, incômodo ou qualquer sintoma. Além disso, a radiação não fica no corpo do paciente após o término da sessão. Portanto, não há necessidade de se evitar contato com outras pessoas.

Após a consulta médica e, confirmada a indicação da radioterapia, as próximas etapas incluem: realização de tomografia computadorizada para planejamento da área a ser tratada; planejamento por parte do médico e do físico para que o paciente receba a radiação da forma mais concentrada possível; aplicações em dias úteis; consultas semanais de revisão; consulta de alta e seguimento clínico.

É muito importante o paciente sempre se informar se o médico que o atendeu possui título de especialista em radioterapia e se os equipamentos que serão utilizados são adequados.

Para mais detalhes sobre o funcionamento da radioterapia, consulte o setor de Radioterapia e mantenha-se informado sobre esse assunto.

Robson Ferrigno
Médico Rádio-Oncologista
Presidente da Sociedade Brasileira de Radioterapia 2011-2014



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