top

Categorias


Cadastro rápido

Receba nosso conteúdo por
e-mail

Tudo sobre o câncer

 
Mais Tipos de câncer

Curta nossa página

Financiadores

Roche Novartis Varian Bristol MerckSerono Lilly Amgen Pfizer AstraZeneca Boehringer Eisai Bayer Janssen MSD ACS Mundipharma Takeda Susan Komen Astellas UICC Libbs Healthy Americas


  • tamanho da letra
  • A-
  • A+

Caminhos e Soluções

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 15/09/2015 - Data de atualização: 15/09/2015


Ao final de dois dias, o 5º Fórum Nacional de Políticas de Saúde em Oncologia encerrou os trabalhos em clima de missão cumprida, com um caldeirão de propostas construído por muitas vozes. São proposições que fortalecem iniciativas; outras que reformulam processos e propõem correções de rota.

É consenso o reconhecimento de que avançar no combate ao câncer pressupõe compatibilizar os custos da saúde e o financiamento, assim como é preciso deixar a lógica da doença para privilegiar o compromisso com a prevenção e promoção da saúde.

No Fórum do Oncoguia, que este ano marcou de forma emblemática a presença na Casa do Povo, em Brasília, algumas propostas ganharam relevo e merecem de fato um olhar mais atento. Como exemplos, a tributação diferenciada para produtos com potencial risco à saúde - de alimentos industrializados ricos em sódio, açúcar e gordura trans, até restrições a agrotóxicos. "Não são medidas simples de serem adotadas em um país democrático, mas o diálogo é bem-vindo”, lembra Paulo Senra, da Aliança para a Saúde Populacional (ASAP).

O combate à obesidade, em especial a obesidade infantil, também ficou como mensagem do 5º Fórum do Oncoguia, assim como a proposta de implantar políticas de prêmio e castigo na saúde, como já acontece em experiências internacionais.

Em outra frente, investir em estratégias de estratificação de risco para apoiar a regulação e permitir fluxos diferenciados para diferentes necessidades de assistência é um apelo recorrente da oncologia. É preciso tirar da fila o paciente com suspeita e sintomas do câncer. Trabalhar com o conceito de oportunidade de tratamento e não com o conceito de vaga pode ser uma saída?

Entre as propostas do Fórum fica a necessidade de dar maior transparência ao modelo de referência e contra referência, como que iluminando o caminho do paciente de câncer na rede de assistência – da atenção primária à alta complexidade.

Diferenças regionais importantes também desafiam a saúde suplementar e a construção de um novo modelo. "Que a gente ultrapasse essa briga pelo acesso e passe a exigir acesso com qualidade. Não basta o acesso, mas um acesso resolutivo”, propõe Martha Oliveira, presidente da ANS.

A palavra-chave é integração. O Fórum trouxe propostas que lembraram a importância de integrar serviços e redes de atenção, integrar esforços, e integrar até mesmo plataformas de TI e sistemas de informação.


Depois de dois dias de muito debate, o financiamento à saúde esteve presente em múltiplas perspectivas e a proposta de estender e ampliar o PRONON veio como incentivo importante para trazer recursos de renúncia fiscal para ações na oncologia.

Direitos

Reforçar o tema do câncer nas pautas do Legislativo ganhou ênfase como estratégia para perseguir o acesso, sem perder de vista os perigos de cair no legalismo sem aplicação no mundo real ou – pior – de precarizar a assistência.

Também a caminho do acesso é que o Fórum abrigou diferentes debates e reflexões sobre as múltiplas dimensões da regulação, que envolvem o modelo de inovação e pesquisa clínica, passam pelas regras para o registro de medicamentos no Brasil e chegam aos critérios de incorporação de tecnologias, na saúde pública e privada. Sobram sugestões em temas sempre controversos. Fica a certeza de que avanços na regulação, em várias frentes, são urgentes e devem ajudar.

Outros atores demonstram disposição de atuar de forma mais ativa no combate ao câncer, como é o caso da CNI, que certamente abre caminhos inspiradores para estimular políticas que fomentem a prevenção do câncer no mundo do trabalho e que permitam uma postura mais acolhedora e responsável frente ao trabalhador acometido pelo câncer.

"Está cada vez mais claro que mudanças são urgentes e muito necessárias para a oncologia brasileira e isso depende de um comprometimento vital e diário, de todos nós”, diz Luciana Holtz.

Por Valéria Hartt/OncoNews



Este conteúdo ajudou você?

Sim Não


A informação contida neste portal está disponível com objetivo estritamente educacional. Em hipótese alguma pretende substituir a consulta médica, a realização de exames e ou, o tratamento médico. Em caso de dúvidas fale com seu médico, ele poderá esclarecer todas as suas perguntas. O acesso a Informação é um direito seu: Fique informado.

O conteúdo editorial do Portal Oncoguia não apresenta nenhuma relação comercial com os patrocinadores do Portal, assim como com a publicidade veiculada no site.

© 2003 - 2017 Instituto Oncoguia . Todos direitos reservados
Desenvolvido por Lookmysite Interactive