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[CÂNCER DE BOCA E OROFARINGE] Viviane Gonçalves da Silva

Compartilhando Experiência



Essa entrevista foi preenchida em 24/06/2017

  • Instituto Oncoguia - Você poderia se apresentar? Viviane - Sou Viviane, perdi meu pai em 2013 com câncer de pulmão com metástase na pleura e peritônio. Meu pai não fez uso de morfina, não sentia dor. Em novembro de 2016, minha mãe foi enviada para biópsia no palato após 3 meses indo ao dentista, ao descobrir um sangramento.
  • Instituto Oncoguia - Quem em sua família tem/teve câncer? Viviane - Pai: câncer de pulmão (2009). Mãe: câncer de boca (2016/2017).
  • Instituto Oncoguia - Sabemos que o diagnóstico de um câncer também tem um impacto grande na família, como você lidou com esse momento? Viviane - É uma dor que dói no familiar tanto no corpo físico (você cuida tanto, se dedica tanto que uma hora seu corpo enfraquece) a dor emocional (você se pergunta sobre os medicamentos, a cura, se a doença tem revolta... Chora e, às vezes, se conforma).
  • Instituto Oncoguia - Quais foram os principais desafios enfrentados? Viviane - Meu pai tinha 1,73 e éramos eu e minha irmã cuidando nos finais de semana e durante a semana: eu + irmã + 2 cuidadoras. Levar ele ao hospital público: cadeiras de rodas quebradas, funcionários perdidos. Eu que corria atrás de suplementação alimentar, fisioterapia, curativos para acamados. Fizemos tudo com auxílio de amigos farmacêuticos, médicos e como sou Bibliotecária lia artigos da BVS (Biblioteca Virtual de Saúde) para cuidados paliativos. Minha mãe hoje é duro ver ela ficando sem lábios e uma parte do nariz, um rosto lindo sendo desfigurado...
  • Instituto Oncoguia - De que forma você ajudou seu familiar? Viviane - Meu pai fizemos de tudo, alimentação: suplemento, água mineral, água de coco, quinoa, legumes. Orações, muitos amigos visitando. Fazia massagens, fazia orações, abraçava. O abraço é curativo, colocava áudios para acalmar: orações, sons da natureza.
  • Instituto Oncoguia - Você buscou se informar sobre a doença? Isso lhe ajudou? Viviane - Sim, lia sobre tudo.
  • Instituto Oncoguia - Você buscou apoio psicológico? Se sim, de que forma isso lhe ajudou? Viviane - Sim desde a 1º vez tenho apoio psicológico, tanto eu quanto meu pai e minha mãe também tiveram.
  • Instituto Oncoguia - Após a descoberta do câncer no seu familiar, você ficou mais atento com a sua própria saúde? De que forma você se cuida? Viviane - Não, fui ao contrário. Ainda cuido da minha mãe, sendo assim, estou comendo mal. Ansiedade pura. E fora que sei que influencia mas meus pais se alimentavam super bem. Minha mãe está com câncer de boca e nunca fumou/bebeu. Muito chato isso.
  • Instituto Oncoguia - Como você conheceu o Instituto Oncoguia? Viviane - Sim.
  • Instituto Oncoguia - Você tem alguma sugestão a nos dar? Viviane - Acho interessante vídeos ou materiais para cuidados paliativos. Lidar com o corpo do doente/acamado é bem complicado: trocar fralda, a gastrostomia, cadeira higiênica, fraldas, hidratação e por aí vai. Vídeos educativos.
  • Instituto Oncoguia - Se precisarmos fazer uma outra entrevista, você aceitaria? Viviane - Sim, estou sempre disposta a ajudar até porque minha mãe além de câncer de boca tem Parkinson e quase não tem estudos sobre o impacto da radioterapia e quimioterapia em pessoas com Parkinson.


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