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[CÂNCER DE ESTÔMAGO] Shirley Mendes

Compartilhando Experiência



Essa entrevista foi preenchida em 07/06/2015

  • Instituto Oncoguia - Você poderia se apresentar? Shirley - Olá, meu nome é Shirley, tenho 19 anos e atualmente somente faço faculdade.
  • Instituto Oncoguia - Quem em sua família tem/teve câncer? Shirley - Meu avô teve câncer. Para mim era meu segundo pai, afinal ele cuidava de mim desde pequena.
  • Instituto Oncoguia - Sabemos que o diagnóstico de um câncer também tem um impacto grande na família, como você lidou com esse momento? Shirley - Foi terrível, quando peguei a folha de exame e vi, meu Deus, pareceu que naquele momento tudo ficou branco não passava nada na cabeça. O choque do momento é terrível, parece que parei de respirar e piscar por alguns segundos... Logo depois senti um aperto muito grande no coração, um medo enorme do desconhecido, ai vinha aquelas questões na cabeça: "o que eu vou fazer?", "O que nós vamos fazer?", "Meu Deus, e agora?". O choro foi inevitável, parece que você não vê saída, parece que aquilo nunca vai passar. Por fora eu quis me manter firme, fiquei quieta, chorei em silencio, mas lá dentro tudo em mim gritava desesperadamente querendo uma solução... Nesse momento o que me consolava era conversar com Deus e pedir entendimento, estar com meu avô, saber dele, e acima de tudo aceitar e fazer as vontades dele. Escutava tudo o que ele falava, prestava muita atenção para nada passar despercebido, para guardar toda lembrança boa dele em meu coração, já que os médicos não davam esperança para ele, minha única esperança sempre foi a vontade de Deus, deixei tudo na mão Dele como meu próprio avô pediu.
  • Instituto Oncoguia - Quais foram os principais desafios enfrentados? Shirley - Os desafios foram muitos e todos muito dolorosos, meu avô tinha a religião diferente de todos nós, a religião dele não permitia transfusão de sangue e por isso ele não aceitou, dizia que não queria pecar contra Deus. É difícil aceitar isso, principalmente se você tem uma religião diferente. Doeu muito, afinal, como aceitar essa decisão de alguém que você tanto ama? Deixar essa pessoa tão amada escolher como ela quer viver os últimos dias da sua vida? Todos sabíamos que somente Deus o salvaria, pois os médicos não podiam fazer nada já que ele negava a transfusão, mas no meio de tanta discussão familiar por causa disso, um dia antes da morte de meu avô eu conseguir dizer a ele que aceitava o que ele desejava, foi muito doloroso aceitar, mas depois que disse ele agradeceu e após isso ele me preparou para o que iria acontecer, mesmo sem saber o que iria acontecer dali a algumas horas ele disse que ' - Minha filha eu já vivi muito, se Deus quiser que eu vá morar junto com ele eu estou pronto, agora se ele quiser que eu me cure eu vou me curar sem pecar contra Deus' , no outro dia quando veio a noticia da morte me senti confortada pelo meu próprio avô e consegui ajudar meu pai e meus tios que estavam desesperados. Meu avô morreu dormindo na sua própria cama e quando o vi foi o desafio mais forte para mim mas naquele momento sua expressão serena me dizia exatamente o que ele tinha me dito um dia atrás ele estava pronto... E estava com Deus.
  • Instituto Oncoguia - De que forma você ajudou seu familiar? Shirley - De uma forma ou de outra parece que nunca ajudamos o suficiente, para mim eu sinto que devia ter feito mais, devia ter demonstrado mais, ouvido mais... Mas dentro eu sei que eu fiz o que podia fazer, acho que o que mais ajudei foi de ouvi-lo e aceitar o que ele pedia.
  • Instituto Oncoguia - Você buscou se informar sobre a doença? Isso lhe ajudou? Shirley - Sim, busquei saber como era, o que acontecia, buscava quais alimentos ele podia comer e acho que como qualquer outro familiar de alguém com câncer buscava algo incansavelmente algo que pudesse cura-lo. Me informar ajudou muito para lidar com a situação nem tanto com meu avô, mas com meu pai e com meus tios, no meu caso quem eu mais tive que ajudar foram eles. Meu avô incrivelmente estava tão conformado que parecia que ele não sabia o quão grave era o estado dele, aprendi muito com ele, foi um Guerreiro.
  • Instituto Oncoguia - Você buscou apoio psicológico? Se sim, de que forma isso lhe ajudou? Shirley - Não, mas acho muito importante os familiares terem um apoio psicológico, é uma situação muito difícil e dolorosa de se passar.
  • Instituto Oncoguia - Após a descoberta do câncer no seu familiar, você ficou mais atento com a sua própria saúde? De que forma você se cuida? Shirley - Sim, fiquei principalmente com meu pai. Em minha opinião todas as pessoas que tem casos de câncer na família tem que ter um cuidado maior com a saúde.
  • Instituto Oncoguia - Que conselho ou dica você daria para um familiar que esta enfrentando o câncer em casa? Shirley - Não soltem a mão de Deus em hipótese alguma, não importa qual seja sua religião, ouçam a pessoa que está com o câncer, chorem se quiserem chorar, seja o mais presente na vida dessa pessoa o máximo que conseguir, viva momentos felizes com ela, as vezes ficamos bem estressados com a situação ou com algo que ele quer, mas jamais fiquem brigando com ela, lutem junto com ela e o NUNCA a deixem ela sozinha, infelizmente hoje meu avô não está mas aqui, sua missão conosco termino, mas digo isso para você que está lendo aqui nunca perca a esperança, esteja sempre com Deus e confie, mesmo de tiver 1% de chance continue confiando, Deus abençoe a todos vocês guerreiros (as) que lutam contra o câncer e a nós familiares que também somos guerreiros pois entramos nessa luta JUNTOS, e vamos lutar juntos SEMPRE, jamais percam a fé! "Onde houver 1% de chance, tenha 100% de fé"
  • Instituto Oncoguia - Como você conheceu o Instituto Oncoguia? Shirley - Conheci buscando na internet.
  • Instituto Oncoguia - Você tem alguma sugestão a nos dar? Shirley - Parabenizo o Oncoguia pela iniciava, vocês me ajudaram e ajudam muitas pessoas. Não tenho o que me queixar de vocês! Muito obrigada por existirem e por dar esse apoio aos pacientes e também a nós, familiares.


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