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[CÂNCER DE VIA BILIAR] Luiz Carlos Carvalho Caceres

Compartilhando Experiência



Essa entrevista foi preenchida em 04/10/2017

  • Instituto Oncoguia - Você poderia se apresentar? Luiz - Sou servidor público federal aposentado, porém sigo trabalhando como consultor em assuntos sindicais há 8 anos.
  • Instituto Oncoguia - Quem em sua família tem/teve câncer? Luiz - Minha esposa, Manuela. Em 5/9/2016, após baixar na emergência, com os olhos amarelados e um vômito que não cessava, as imagens mostraram um grande tumor na vesícula, linfonodos na região do hilo hepático e três nódulos no fígado. Fomos encaminhado para um centro de tratamento oncológico e foi decidido fazer uma biópsia dos nódulos do fígado, que aparentemente era a metástase mais recente. A seguir fez 5 sessões de quimioterapia, encerradas em janeiro de 2017, uma cirurgia emergencial em 4/2/2017 para remoção da vesícula e todos os nódulos visíveis na região do fígado, remoção de 3/4 do fígado. Porém 5 semanas depois, os exames de imagem mostravam a doença avançando para outros órgãos, conforme descrevo no item 4.
  • Instituto Oncoguia - Sabemos que o diagnóstico de um câncer também tem um impacto grande na família, como você lidou com esse momento? Luiz - Ficamos em choque, decidimos ir para São Paulo, consultar no AC Camargo Center, Instituição especializada na pesquisa do Câncer. Lá foi diagnosticado "câncer de característica indeterminada".
  • Instituto Oncoguia - Quais foram os principais desafios enfrentados? Luiz - A biópsia foi repetida, com muito desconforto e sofrimento, pois era numa região do fígado difícil de acessar. O resultado veio igual "câncer indeterminado". Iniciou o que seria uma série de 8 sessões de quimioterapia, porém teve que parar na 5° sessão, os efeitos colaterais estavam causando muito sofrimento. Foi feito exame de imagem e visto que a doença havia recuado em 50% no tamanho dos tumores e nódulos; porém surgiu necessidade de cirurgia emergencial para remoção da vesícula com risco de supurar.
  • Instituto Oncoguia - De que forma você ajudou seu familiar? Luiz - Com todo o apoio e cuidado como companheiros de 20 anos de casamento, cuidei da alimentação, medicações, idas e vindas às sessões de quimio, acompanhei todas as sessões de quimioterapia. Procurei sempre estimular a esperança e a fé, que era possível ter uma melhora e algum tempo de sobrevida digna. Quando a doença progrediu, com metástases ósseas e dor intensa, ela teve que ser internada. Me revezei com a irmã dela, sempre à sua cabeceira, ela nunca ficou só.
  • Instituto Oncoguia - Você buscou se informar sobre a doença? Isso lhe ajudou? Luiz - As informações sempre vieram por intermédio da oncologista que a tratou, não achei razoável fazer "pesquisa própria", pois não sou da área médica nem tenho conhecimento para tal. Já tínhamos vivência com essa doença, pois a melhor amiga dela teve um câncer de pâncreas em 2009 e faleceu em 2 anos.
  • Instituto Oncoguia - Você buscou apoio psicológico? Se sim, de que forma isso lhe ajudou? Luiz - Sim, busquei apoio psicológico, assim como minha filha e também minha esposa, a paciente, que tinha as entrevistas durante as sessões de quimio ou nas sessões complementares para tratar os efeitos colaterais da quimio.
  • Instituto Oncoguia - Após a descoberta do câncer no seu familiar, você ficou mais atento com a sua própria saúde? De que forma você se cuida? Luiz - Sempre nos cuidamos, isso continuou a ser feito. Desde os 38 anos faço checapes anuais de cardiologia, angiologia, urologia etc.
  • Instituto Oncoguia - Que conselho ou dica você daria para um familiar que esta enfrentando o câncer em casa? Luiz - Procure se desdobrar e dar toda a atenção e carinho que seu ente querido tanto necessita. Mas cuide de sua saúde também, pois senão pode adoecer e ficar sem poder ajudar. Tenha fé em Deus, reze junto, faça companhia sempre que possível, deixe suas coisas pessoais em nível secundário, agora, o importante é o seu ente querido e a ajuda que ele precisa para enfrentar a difícil luta contra a doença. Não chore na presença do paciente, guarde suas lágrimas para quando estiver só, rezando. Procure se fortalecer em Deus.
  • Instituto Oncoguia - Como você conheceu o Instituto Oncoguia? Luiz - Buscando na internet. Minha esposa faleceu no dia 01/07, apos 7 dias de internação. Nunca falei sobre essa experiência, a não ser com minha psicóloga.
  • Instituto Oncoguia - Você tem alguma sugestão a nos dar? Luiz - Sim, a doença e as informações têm que ser passadas ao paciente e aos familiares com clareza e honestidade. Não adianta criar falsas expectativas, é importante ter o senso da letalidade da doença. Logo no início do tratamento, com um câncer de vias biliares em estágio IV, a oncologista falou que a chance de ter uma sobrevida com alguma qualidade, era pouquíssima. Que iria depender muito de como ela reagiria à quimioterapia. Inclusive teve que fazer uma cirurgia de emergência, pois a vesícula estava quase supurando. Quando foi feito o exame de imagem 5 semanas após a cirurgia, foram constatados nódulos na cavidade do retro peritônio, pescoço, pulmões, metástases ósseas na coluna. Essa notícia causou um forte impacto, pois mostrava o avanço muito rápido da doença por todo o organismo.


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