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[TUMORES CEREBRAIS / SISTEMA NERVOSO CENTRAL] Ana Maria

Compartilhando Experiência



Essa entrevista foi preenchida em 13/07/2015

  • Instituto Oncoguia - Você poderia se apresentar? Ana - Meu nome é Ana tenho 52 anos e atualmente não trabalho, por conta de cuidar da minha mãe idosa e meu marido doente. Tenho um filho de 28 solteiro que mora na mesma rua que nós e uma filha de 24, casada, que mora na cidade vizinha.
  • Instituto Oncoguia - Quem em sua família tem/teve câncer? Ana - Meu marido, Marcio, de 53 anos.
  • Instituto Oncoguia - Sabemos que o diagnóstico de um câncer também tem um impacto grande na família, como você lidou com esse momento? Ana - Primeiro ele só nos comunicou de que havia um tumor e que precisaria operar, quando precisou que eu o ajudasse a marcar os pré-operatórios e o médico o havia proibido de dirigir. Por não permitir que eu fosse ao médico com ele, não sabia realmente de que era um câncer. Até que pedimos pra falar com o médico, meu filho e eu, este então ligou para ele (até antes da cirurgia ele continuou trabalhando) e pediu a permissão para nos deixar cientes do que ele tinha e das possibilidades após o diagnostico através da biopsia que seria feita. Meu marido permitiu, mas nos proibiu de falar para ele sobre o que o médico havia dito. Ele não queria saber sobre nada da doença. O médico nos explicou tudo. No começo tivemos dificuldades em entender a verdadeira gravidade. Tendo conhecimento que em muitos casos há cura, quando soubemos que o caso dele era um glioblastoma... foi difícil. Nossa primeira reação foi saber tudo sobre essa doença parece que assim teremos domínio sobre o que pode acontecer e desta forma podemos nos preparar para lidar com tudo que vem com isso.
  • Instituto Oncoguia - Quais foram os principais desafios enfrentados? Ana - O primeiro problema foi ele aceitar a minha ajuda. Para um homem que sempre cuidou de todos da família e nunca ficava doente, não aceitava que os outros soubessem e se irritava cada vez que alguém percebia eu lhe dar os medicamentos (comprimidos) que precisava tomar até a data da cirurgia. Por conta da memória falha, sintomas da doença, não havia como se medicar sozinho. Outra coisa que nos deixa até hoje muito apreensivos é quanto ao fato dele não saber e não querer saber sua real condição. Quando ele pergunta para o médico se já pode voltar a dirigir e o médico coloca certa dúvida e diz: "ainda não", ele sente que logo irá dirigir... Vive na expectativa de que daqui a 4 meses o tratamento termina (a quimio) e de que depois disso o tumor terá sumido e ele só terá que fazer um acompanhamento a cada 6 meses... Isso é o que todos nós desejamos, mas sabemos que não é bem assim. O caso dele não é tão simples... ainda mais que ele trabalha numa área totalmente insalubre (refinaria de petróleo) tão cedo não voltará ao trabalho.
  • Instituto Oncoguia - De que forma você ajudou seu familiar? Ana - Diante da negativa em se inteirar de sua verdadeira condição, achamos melhor aceitar e colaborar com seus planos futuros. Isso está dando força e ânimo pra ele seguir com o tratamento. Sempre que nos referimos ao seu afastamento do trabalho, dizemos "suas férias". Fazemos muitas reuniões e passeios em família e damos força quando fala em voltar ao trabalho assim que "terminar o tratamento". Procuramos não falar "quimioterapia" e sim "tratamento", sempre que dizemos que isso ou aquilo pode fazer mal a ele, dizemos que "isso pode fazer mal pra gente". Hoje, nos apegamos às suas esperanças, mas com a consciência de que é apenas para o seu bem. Temos que manter os pés no chão e tomarmos medidas para que o seu bem estar esteja em primeiro lugar.
  • Instituto Oncoguia - Você buscou se informar sobre a doença? Isso lhe ajudou? Ana - Assim que soubemos do resultado da biopsia e que o diagnóstico de câncer grau IV era muito severo, procuramos saber principalmente sobre possibilidade de cura, tratamentos alternativos e principalmente, sobrevida... No nosso caso, saber sobre tudo, por mais doloroso que seja, nos dá um alivio em relação a não saber e ser assombrado por "disse-me-disse" de curiosos. Quero saber da ciência, o que ela diz e se for para acreditar em algo miraculoso, fora do que foi comprovado cientificamente, que seja por obra de Deus... Quando meu filho me passou um site que falava de cura através de dietas milagrosas, verifiquei que para conseguir o resultado esperado ele precisaria mudar radicalmente sua alimentação, que hoje posso garantir, é bem saudável. Ele come de tudo:carnes, verduras, legumes, frutas e muito raramente uma fritura quando está fora de casa. Ele gosta muito de se reunir com a família em volta de uma mesa para conversar enquanto saboreia os pratos. Se ele fizesse uma dieta rigorosa dessa... Não sei se valeria a pena ele se abster desses momentos que tanto gosta por conta de uma sobrevida duvidosa...
  • Instituto Oncoguia - Você buscou apoio psicológico? Se sim, de que forma isso lhe ajudou? Ana - Tentei conseguir pra ele, mas não quis. Pra mim, até pensei, mas não houve oportunidade, até porque ele ia achar estranho. Fazemos tudo juntos... O que me consola é a conversa com os amigos e principalmente minha religião (espírita).
  • Instituto Oncoguia - Após a descoberta do câncer no seu familiar, você ficou mais atento com a sua própria saúde? De que forma você se cuida? Ana - No princípio fiquei muito desanimada comigo... Não conseguia pensar em mim. Depois, por conta de ter que cuidar dele, retomei alguns tratamentos com o cardiologista, ginecologista, dentista, alergista... Preciso ficar bem. Por ele e por mim.
  • Instituto Oncoguia - Que conselho ou dica você daria para um familiar que esta enfrentando o câncer em casa? Ana - O maior problema é a família deixar transparecer esse sofrimento em excesso. Isso deixa o paciente mais apreensivo. Demonstrar confiança (mesmo que por dentro não seja o que se está sentindo), dá ânimo ao outro para lutar. Afinal se todos estão confiantes, então é porque tudo vai acabar bem certo! É o que tem dado certo pra gente. Este final de semana nossa família fez uma viagem para o Sul e ainda no aeroporto, todos reunidos, ele já estava fazendo planos para irmos pro nordeste este ano. Meus filhos disseram: "Mas pai, vai ficar muito caro!", ele disse: "Eu pago para todos nós! Afinal eu não sei se ano que vem estarei aqui!". Na mesma hora todo mundo riu, deu uns tapinhas nele e disse: "Para de falar besteira, você ainda vai perturbar a gente por muito tempo seu chato!". Às vezes acho que ele testa nossa confiança. Temos que nos manter atentos e não nos deixar cair na melancolia, principalmente na frente dele.
  • Instituto Oncoguia - Como você conheceu o Instituto Oncoguia? Ana - Através de uma pesquisa da Internet.
  • Instituto Oncoguia - Você tem alguma sugestão a nos dar? Ana - No momento não...


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