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[Câncer de Esôfago] Viviane Anacleto

Aprendendo Com Você



Essa entrevista foi preenchida em 22/10/2017

  • Instituto Oncoguia - Quem é você? (idade, profissão, tem filhos, casada, cidade e estado?) Viviane - Tenho 34 anos, gaucha casada com um Paulista, sem filhos, descobri o câncer fazendo exames para engravidar em 2015.
  • Instituto Oncoguia - Como foi que você descobriu que estava com câncer? Viviane - Foi assustador, mas ao mesmo tempo sempre me mantive confiante e otimista com relação ao tratamento. Tive vários contratempos nesses dois anos mas não me deixarei abater jamais!
  • Instituto Oncoguia - Você apresentou sinais e sintomas do câncer? Quais? Viviane - Emagrecimento, saciedade e sensação de estufamento.
  • Instituto Oncoguia - Quais dificuldades você enfrentou para fechar o seu diagnóstico? Viviane - Nenhuma.
  • Instituto Oncoguia - Como você ficou quando recebeu o diagnóstico? O que sentiu? No que pensou? Viviane - Em me tratar e terminar logo com tudo isso!
  • Instituto Oncoguia - Qual foi a sua maior preocupação neste momento? Viviane - Se a equipe médica estava optando pelo melhor tratamento diante de tantas opções para conduzir o tratamento.
  • Instituto Oncoguia - Você já começou o tratamento? Em que parte do tratamento você se encontra nesse momento? Se já finalizou, conte-nos um pouco sobre como foi enfrentar todos os tratamentos? Viviane - Iniciei o terceiro protocolo de químio, tive metástases nos ovários e fizemos uma histerectomia antes tentamos químio com o irinotecano que não surtiu o efeito desejado, o primeiro protocolo foi com Folfox pois tínhamos muitos gânglios na região do mediastino onde tivemos um bom resultado, este novo protocolo é uma combinação de ciransa e pacletaxel pois surgiram pequenos focos no intestino que causaram obstrução. Ufaaaa
  • Instituto Oncoguia - Em sua opinião, qual é o tratamento mais difícil? Por quê? Viviane - Químio, cirurgia, radio... Qualquer um é muito agressivo ao paciente, o tratamento contra o câncer é cruel, seja qual for.
  • Instituto Oncoguia - Você sentiu algum efeito colateral diante ao tratamento? Como lidou com isso? O que te ajudou? Viviane - Muitos efeitos. Perdi muito peso e já não me reconhecia diante do espelho, perdi os cabelos... Senti náuseas horríveis... Após a histerectomia senti calores, mudança de humor... São inúmeros os efeitos. O que me ajuda é minha família, minha fé e as sessões de terapia.
  • Instituto Oncoguia - Como foi/é a sua relação com seu médico oncologista? Viviane - Ótima, o Dr. Pedro e sua equipe são sempre muito claros.
  • Instituto Oncoguia - Você se relacionou com outros profissionais? Se sim, quais e por quê? Viviane - Bem no inicio, me tratei no hospital São Camilo Pompéia em SP. Quando tive o diagnóstico era uma equipe, mas quando iniciei a químio o hospital trocou a equipe da onco. E como meu conveio não cobria o atendimento na clínica do Dr. Agnaldo, dei andamento com a nova equipe do hospital, mas nos adaptamos super bem.
  • Instituto Oncoguia - Você fez ou faz acompanhamento psicológico? Se sim, conte-nos um pouco sobre a importância desse profissional nessa fase da sua vida. Viviane - Iniciei a pouco tempo, mas já tem feito muita diferença, já me sinto mais confiante com relação a alguns sentimentos.
  • Instituto Oncoguia - Como está a sua vida hoje? Viviane - Ainda não estou em condições físicas de voltar as atividades profissionais, meu foco é prioridade é minha saúde e recuperação.
  • Instituto Oncoguia - Você continua trabalhando ou parou por causa do câncer? Viviane - Estou de licença desde o diagnóstico, devido a algumas complicações que tive.
  • Instituto Oncoguia - Você buscou seus direitos? Se sim, quais? Viviane - Sim, INSS e FGTS.
  • Instituto Oncoguia - Quais são seus projetos para o futuro? Viviane - Voltar a vida normal, retomar os estudos e trabalho, viajar e ser mãe. Meu marido e eu estamos na fila de adoção.
  • Instituto Oncoguia - Que orientações você daria para alguém que está recebendo o diagnóstico de câncer hoje? Viviane - Não se desespere, tenha fé e seja forte, se mantenha forte!
  • Instituto Oncoguia - Como você conheceu o Oncoguia? Viviane - Pesquisas na internet.
  • Instituto Oncoguia - Você tem alguma sugestão a nos dar? Viviane - Abordar com mais frequência outros tipos de câncer, as pessoas precisam estar conscientes de que o câncer não escolhe idade, sexo ou cor da pele.
  • Instituto Oncoguia - O que você acha que deveria ser feito para melhorar a situação do câncer no Brasil? Deixe um recado para os políticos brasileiros! Viviane - Investimento. Os políticos com toda sua ambição estão matando os brasileiros de todas as formas possíveis, ter um tratamento eficiente e digno para uma doença tão cruel e assustadora é o mínimo que governo deveria oferecer ao paciente.


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