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[Câncer de Mama] Suely Fernandes

Aprendendo Com Você



Essa entrevista foi preenchida em 12/09/2017

  • Instituto Oncoguia - Quem é você? (idade, profissão, tem filhos, casada, cidade e estado?) Suely - Tenho 46 anos, sou servidora pública federal, mãe de um filho maravilhoso e companheiro, casada desde 1995 com o amor da minha vida, companheiro de todos os momentos.
  • Instituto Oncoguia - Como foi que você descobriu que estava com câncer? Suely - Em outubro de 2014 comecei a sentir dores no seios, e diante da imagem de Nossa Senhora Aparecida, por ocasião da procissão do dia 12/10 aqui na Esplanada dos Ministérios, senti um formigamento no seio esquerdo e uma emoção que eu jamais havia sentido. Procurei um mastologista indicado por uma amiga, que me passou um antiflamatório. Não satisfeita, procurei uma segunda opinião, que me pediu para repetir a mamografia. E olha só, nada . Mas algo me fez procurar um terceiro profissional, que após exames clínicos, me disse que não havia motivo para me preocupar, pois câncer não provocava dores, mas diante da minha ansiedade solicitou ressonância com biópsia e ecografia , uma vez que minha última mamografia não continha nenhum "achado". Isso já era dezembro. Assim, somente em janeiro consegui concluir todos os exames. E, lá estava um nódulo de aproximadamente 4 cm, com características suspeitas. Daí, para confirmar realizei outra biópsia, com maior abrangência e, em 10/02, fui buscar o resultado do exame. Maligno. rn
  • Instituto Oncoguia - Você apresentou sinais e sintomas do câncer? Quais? Suely - O nódulo já com quase 5 cm de tamanho, altamente palpável.
  • Instituto Oncoguia - Quais dificuldades você enfrentou para fechar o seu diagnóstico? Suely - O tempo entre a realização da última biópsia e o resultado final, foi de quase 1 mês. Aquela máxima que diz "quem tem câncer tem pressa" nunca me pareceu tão presente. Foram quase 4 meses, mas os últimos 20 dias foram angustiantes.
  • Instituto Oncoguia - Como você ficou quando recebeu o diagnóstico? O que sentiu? No que pensou? Suely - Quando abri aquele envelope, ainda em frente ao prédio do laboratório, após aquele frio no estômago senti uma força me invadindo e uma pressa para resolver logo aquilo. Liguei para uma antiga mastologista, renomada aqui na cidade, e pedi uma consulta de urgência, mas só consegui marcar para 3 dias depois. Fui pra casa com aquela angústia, mas ao mesmo tempo uma serenidade que havia adquirido como por benção. Já era noite e, aniversário da minha irmã caçula. Comemoramos em família. Somente na manhã do dia seguinte contei ao meu marido.
  • Instituto Oncoguia - Qual foi a sua maior preocupação neste momento? Suely - Minha preocupação era encontrar algum médico que me desse segurança no tratamento. Era pesquisar e saber tudo o que iria acontecer a partir daquele momento. Era como contar para o meu filho, naquela época com 15 anos, às vésperas de realizar as primeiras provas do ENEM. Tudo tão intenso, tão indefinido. Claro que fiquei com medo, claro que tive medo de morrer, claro que queria colo. Escolhi lutar.
  • Instituto Oncoguia - Você já começou o tratamento? Em que parte do tratamento você se encontra nesse momento? Se já finalizou, conte-nos um pouco sobre como foi enfrentar todos os tratamentos? Suely - Após 21 semanas de quimioterapia, e 100% de sucesso , realizei a quadrantectomia e, 15 dias após iniciamos a radioterapia, foram 32 sessões abençoadamente tranquilas. Aliás, nunca me senti tão perto de Deus, tão amada por Deus, como me senti a partir daquele fatídico dia 10/02/2015. Renasci a cada sessão de quimioterapia. Bendita quimioterapia, abençoada radio.
  • Instituto Oncoguia - Em sua opinião, qual é o tratamento mais difícil? Por quê? Suely - A quimioterapia me matou para que eu renascesse tão mais forte do que eu era. Foi difícil, mas fui fortalecida na fé. Sentia a presença de Jesus Cristo a cada momento e isso me dava forças o suficiente para renascer a cada dia. Claro que o medo era uma constante, mas a fé era maior e ainda é.
  • Instituto Oncoguia - Você sentiu algum efeito colateral diante ao tratamento? Como lidou com isso? O que te ajudou? Suely - O enjoo provocado nos dias seguintes à quimioterapia, eram desconcertantes. E eu ficava prostrada, de cama mesmo. As dores musculares eram muito fortes. Ah, o cabelo! Começou a cair logo na segunda sessão de quimioterapia. Já estava curtinho, então só foi ficando cheio de falhas. Achei melhor raspar a cabeça. Fiz aqui em casa mesmo. Meu marido cuidou disso. Usei lenços para sair, pois as pessoas nas ruas e mesmo nas clínicas , sem perceber olham de forma diferente. Em casa preferia ficar careca. Me gostei careca. Só uma coisa não consegui "assimilar " tranquilamente: as sobrancelhas. Tenho sobrancelhas fartas e negras. Entraram em cena as maquiagens. Nunca fui de usá-las, mas até que gostei. Ganhei peruca, mas não usei. Ganhei toquinhas, mas não usei. No final do tratamento, já não usava nem o lenço, pois eu estava plena e tranquila.
  • Instituto Oncoguia - Como foi/é a sua relação com seu médico oncologista? Suely - Encontrei um anjo chamado Alessandro Leal. Esse anjo me acompanhou até a penúltima sessão de quimioterapia. Foi tratar de outras vidas , em outro país. Sem ele teria sido muito mais difícil. Jamais esquecerei aquele anjo revestido de humano. Me passou segurança e me disse que eu estaria curada em 10 meses.
  • Instituto Oncoguia - Você se relacionou com outros profissionais? Se sim, quais e por quê? Suely - Minha mastologista que me acompanhou por anos foi minha grande decepção. No momento de maior fragilidade ela me tratou com desdém e extrema frieza. Lembro de uma das primeiras frases daquela criatura: começa a poupar para a cirurgia. Quando falei do oncologista que eu havia escolhido para a realização do tratamento ela ficou extremamente irritada, pois esperava que eu optasse por um outro que ela iria me indicar, numa clinica na qual ela atendia. Abandonei, claro.
  • Instituto Oncoguia - Você fez ou faz acompanhamento psicológico? Se sim, conte-nos um pouco sobre a importância desse profissional nessa fase da sua vida. Suely - Fiz uma consulta com uma psicóloga logo que comecei o tratamento, mas ela mesma observou que eu estava bem e, portanto, decidi não dar seguimento às consultas, mas optei por tomar um antidepressivo leve.
  • Instituto Oncoguia - Como está a sua vida hoje? Suely - Hoje faço acompanhamento semestral com o oncologista e o mastologista. O medo da recidiva existe e acredito que vai me acompanhar pra sempre. Mas sei que estou curada, com a graça de Deus e a interseção de Nossa Senhora. Melhorei a convivência com meu marido e meus familiares. Acho que tenho muito o que fazer, mas ainda não consegui.
  • Instituto Oncoguia - Você continua trabalhando ou parou por causa do câncer? Suely - Voltei a trabalhar ainda quando estava realizando a radioterapia. Senti necessidade . Voltei a rotina de trabalho com outra visão, num tempo diferente, mas lentamente. Tenho uma enorme gratidão.
  • Instituto Oncoguia - Quais são seus projetos para o futuro? Suely - Quero muito ajudar à mulheres que estão passando pela mesma coisa pelas quais eu passei. Ainda não sei como, mas tenho esse projeto.
  • Instituto Oncoguia - Que orientações você daria para alguém que está recebendo o diagnóstico de câncer hoje? Suely - Confie em Deus e siga as orientações médicas, pesquise sobre alimentação, respiração, água. Perdoe, se perdoe. Ame sem limites e condições.
  • Instituto Oncoguia - Como você conheceu o Oncoguia? Suely - Por meio internet, numa dessas pesquisas durante o tratamento. Quando a gente tem que dar uma parada na rotina, sabe.
  • Instituto Oncoguia - Você tem alguma sugestão a nos dar? Suely - Continuem a apoiar e orientar as pessoas, pois esse é um grande projeto.
  • Instituto Oncoguia - O que você acha que deveria ser feito para melhorar a situação do câncer no Brasil? Deixe um recado para os políticos brasileiros! Suely - Muito complexo e ao mesmo tempo tão simples. Acredito que a mamografia não é o meio mais eficaz de detecção do câncer de mama, por isso se algum dia a corrupção cessar e , fosse possível realizar um atendimento multidisciplinar para todas as mulheres e em todos os estabelecimentos médicos do Brasil, de norte a sul , enfim, uma utopia que é difícil de visualizar.


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