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[Câncer de Pulmão de Não Pequenas Células] Rose Claret

Aprendendo Com Você



Essa entrevista foi preenchida em 06/03/2019

Rose Claret
  • Instituto Oncoguia - Quem é você? (idade, profissão, tem filhos, casada, cidade e estado?) Rose - Tenho 57 anos, sou Pedagoga há muito tempo fora do mercado de trabalho, casada, tenho uma filha e sou de Tatuí, Sp. Moro há 20 anos em Cerquilho, dividindo idas e vindas com a capital por conta do tratamento.
  • Instituto Oncoguia - Como foi que você descobriu que estava com câncer? Rose - Descobri por puro acaso. Fui fazer uma cirurgia de catarata e o medico solicitou um RX do pulmão, onde apareceu uma mancha a qual não demos muita atenção, pois sempre tive boa saúde (nem resfriado há alguns anos, nem era fumante). Somente dois meses depois, numa consulta de rotina a ginecologista, ela observou todos os exames mais recentes (inclusive o RS) e imediatamente encaminhou a um pneumologista e foi muito rápido, tomografia, biopsia etc...
  • Instituto Oncoguia - Você apresentou sinais e sintomas do câncer? Quais? Rose - Nada. Nunca. Bem, na verdade perdi 6 kg em pouco tempo, mas como estava na época em outro pais, achei que fosse a alimentação, mudança de habito etc.
  • Instituto Oncoguia - Quais dificuldades você enfrentou para fechar o seu diagnóstico? Rose - Nenhuma.
  • Instituto Oncoguia - Como você ficou quando recebeu o diagnóstico? O que sentiu? No que pensou? Rose - Em principio parecia que não era comigo. Quis saber tudo em detalhes e não conseguia me ver com aquilo.
  • Instituto Oncoguia - Qual foi a sua maior preocupação neste momento? Rose - Saber quanto tempo duraria, como eu poderia ajudar mentalmente. Quis saber a média de vida de um paciente nas minhas condições. Estadiamento IV, adenocarcinoma de pulmão, metastático para ossos, sendo um ossinho da coluna já tomando pelo câncer (T11). Tempo médio na resposta: 2 anos. Minha resposta: me recuso a morrer em dois anos! Mudei de medico!
  • Instituto Oncoguia - Você já começou o tratamento? Em que parte do tratamento você se encontra nesse momento? Se já finalizou, conte-nos um pouco sobre como foi enfrentar todos os tratamentos? Rose - Comecei o tratamento imediatamente. Paliativo. Por todas as bençãos divinas e todo meu bom humor, faço terapia alvo um comprimido/dia quase sem efeitos colaterais, ou pelo menos, suportáveis. Após alguns meses o tumor começou a regredir e foi um sucesso. Depois de quase dois anos, voltou a captar e fiz radioterapia. Então ele estacionou de novo.
  • Instituto Oncoguia - Em sua opinião, qual é o tratamento mais difícil? Por quê? Rose - No meu caso a radioterapia, pelas sequelas que deixou.
  • Instituto Oncoguia - Você sentiu algum efeito colateral diante ao tratamento? Como lidou com isso? O que te ajudou? Rose - A radioterapia, além de deixar uma fibrose pulmonar - afetando inclusive o outro pulmão - desencadeou uma doença auto-imune. Em principio pesquisa para SJogren, com ela está presente nos exames de sangue, porem sem se manisfestar a ponto de fechar um diagnostico. Foi um ano difícil, muitos exames, consultas...
  • Instituto Oncoguia - Como foi/é a sua relação com seu médico oncologista? Rose - Não fiquei com o primeiro, nem no primeiro hospital. Escolhi onde me senti bem, com muita gente passando pelas mesmas angustias, dúvidas. Ali eu era só mais uma... Encontrei meu médico ideal, calmo, sem proibir nada, cuja filosofia é tratar para viver e não viver para se tratar...
  • Instituto Oncoguia - Você se relacionou com outros profissionais? Se sim, quais e por quê? Rose - Tenho um tratamento múltiplo, o oncologista no comando e pneumologista, dermatologista, proctologista, fisioterapeuta pós radio, cada um conforme vai aparecendo a necessidade, inclusive dentista. E tudo no mesmo hospital.
  • Instituto Oncoguia - Você fez ou faz acompanhamento psicológico? Se sim, conte-nos um pouco sobre a importância desse profissional nessa fase da sua vida. Rose - Ainda não fiz, mas tive encaminhamento na ultima consulta para tal. Devo ir em breve.
  • Instituto Oncoguia - Como está a sua vida hoje? Rose - Quase normal. Estou entrando no 4 ano de tratamento (e a media era, segundo a primeira consulta, 2 anos).
  • Instituto Oncoguia - Você continua trabalhando ou parou por causa do câncer? Rose - Já havia parado antes do câncer. Estava viajando bastante.
  • Instituto Oncoguia - Você buscou seus direitos? Se sim, quais? Rose - Não.
  • Instituto Oncoguia - Quais são seus projetos para o futuro? Rose - Ter um futuro!!! Por Isso fui encaminhada a um psicologo pois sinto necessidade de rever metas, refazer planos. O diagnostico de câncer nos prepara tanto para a morte que não sabemos mais o que fazer com a vida...
  • Instituto Oncoguia - Que orientações você daria para alguém que está recebendo o diagnóstico de câncer hoje? Rose - Muita calma, entenda tudo o que esta acontecendo, encare com otimismo, não entre em panico. Hoje a medicina está muito avançada, não tenha pena de si mesmo, acredite, faça a sua parte, encontrei um lugar que se sinto em casa para se tratar e "força na peruca" literalmente.
  • Instituto Oncoguia - Como você conheceu o Oncoguia? Rose - Na internet. E olhando o site por curiosidade, procurando informações, vi gente normal, não só modelos lindas ensinando usar lenços. Depois vi um nome familiar na minha terra, Holtz. E pensei "estou em casa".
  • Instituto Oncoguia - Você tem alguma sugestão a nos dar? Rose - Só uma. Ninguém comenta sobre o preconceito que sofremos principalmente no interior... Por ex, precisei de fisioterapia, condicionamento físico, uma repaginada na sobrancelha (o que sobrou dela) um bom corte de cabelo mudado em sua estrutura pelo remédio de todo dia e ninguém se atreve a tocar na gente sem ordem medica me sinto pé na cova rs... Que tal uma matéria sobre preconceito do câncer, ou o estigma se preferir...
  • Instituto Oncoguia - O que você acha que deveria ser feito para melhorar a situação do câncer no Brasil? Deixe um recado para os políticos brasileiros! Rose - Deveria haver mais informações sobre o câncer. Mais rapidez nos exames, no tratamento e noticiar as coisas que dão certo também, não só as mortes. Prioridade nos resultados e consultas aos pacientes oncológicos.


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