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[Câncer de Mama] Rita Oliveira

Aprendendo Com Você



Essa entrevista foi preenchida em 02/08/2018

Rita Oliveira
  • Instituto Oncoguia - Quem é você? (idade, profissão, tem filhos, casada, cidade e estado?) Rita - Olá! Sou Rita. Estava afastada por auxilio doença por quase 3 anos, mas o INSS pediu para eu voltar ao trabalho mesmo sem alta médica. Embora faço tratamento de dor crônica devido a várias cirurgias e complicações durante o tratamento do câncer de mama. E sem estar adaptada, digo fisioterapia. Informei a empresa em que trabalho que tinha voltar ao trabalho em março/2018, eles se negaram a me receber, alegando que eu não esta apta ao trabalho pesado e ainda estava em tratamento. Trabalho em loja pequena (pet shop), sou contratada como balconista, mas exerço ou trabalho de faz tudo, pego sacos fechados de ração 25 e 25 kg de ração. Vendemos ração previamente embalada, que eu pesava, tinha dias de pesas kg a kg (300 kg diário). Fazia atendimento de balcão, limpava a loja e abastecia de mercadorias e as vezes ajudava na entrega. A empresa não me quis, tive recorrer a perícia na Justiça Federal. Onde tive um laudo favorável, que me deu deficiência parcial, que poderia ter alguma melhora, com algum tratamento. Mas eu jamais conseguiria concorrer com igualdade com outras pessoas no mercado de trabalho. Me deram de auxilio doença até novembro. A minha advogada, me sugeriu levar essa sentença para ser julgada por juiz, porque ela acha, que proposta do INSS, é injusta comigo. Tenho , que me decidir o mais rápido possível. Estou vivendo de ajuda de parentes, pq estou sem renda, pq entrei na justiça e o meu trabalho não quer meu serviços. Socorro, o que fazer?? Sofri bastante com minha doença, depois com tratamento e os efeitos colaterais desse tratamento e agora, as pessoas, me desejavam saúde, não pode me dar trabalho! Inacreditável! O que o câncer e o tratamento ainda não matou. A sociedade esta matando todos os dias. Faço uso remédios diários para o coração, para dores morfina 4X4, dipirona 4X4 e gabapentina 8X8. Além de medicamentos para forte depressão. Tento lutar, mostrar um rosto feliz, mas minha alma esta morrendo. Aqui na minha cidade pequena, ninguém vai contratar uma pessoa que deve câncer com minha idade e ainda fazendo tratamento. Me ajudem! Rita
  • Instituto Oncoguia - Como foi que você descobriu que estava com câncer? Rita - Com exame de toque, sozinha. 
  • Instituto Oncoguia - Você apresentou sinais e sintomas do câncer? Quais? Rita - Dor e coceira.
  • Instituto Oncoguia - Quais dificuldades você enfrentou para fechar o seu diagnóstico? Rita - Perder o cabelo, ficar com a fonte de renda reduzida a salário mínimo. 
  • Instituto Oncoguia - Como você ficou quando recebeu o diagnóstico? O que sentiu? No que pensou? Rita - Nervosa, pois meu nódulos eram pequenos, mas com erro na biópsia de corte e na demora para iniciar o tratamento o meu câncer tomou todo seio direito e os linfonodos axilares. 
  • Instituto Oncoguia - Qual foi a sua maior preocupação neste momento? Rita - Morrer e deixar meus animais de estimação sem um responsável para cuidados e sem amor. Não tenho filhos e meu marido pediu a separação. 
  • Instituto Oncoguia - Você já começou o tratamento? Em que parte do tratamento você se encontra nesse momento? Se já finalizou, conte-nos um pouco sobre como foi enfrentar todos os tratamentos? Rita - Alguns tratamentos tive que parar, pois o meu corpo não deu conta. 
  • Instituto Oncoguia - Em sua opinião, qual é o tratamento mais difícil? Por quê? Rita - Todos.
  • Instituto Oncoguia - Você sentiu algum efeito colateral diante ao tratamento? Como lidou com isso? O que te ajudou? Rita - Sim, quase todos. O que está me ajudando um pouco é a morfina, dipirona e as medicações para o coração. Tomo também medicações para o estômago, náuseas, medicação para o intestino funcionar e medicamentos para depressão. 
  • Instituto Oncoguia - Como foi/é a sua relação com seu médico oncologista? Rita - Ótima.
  • Instituto Oncoguia - Você fez ou faz acompanhamento psicológico? Se sim, conte-nos um pouco sobre a importância desse profissional nessa fase da sua vida. Rita - Ainda faço, tenho depressão. 
  • Instituto Oncoguia - Você continua trabalhando ou parou por causa do câncer? Rita - Eu tive que me afastar por 3 anos para o tratamento da doença e seus efeitos colaterais e rejeições. Em janeiro de 2018, fiz outra cirurgia por encapsulamento da prótese. 
  • Instituto Oncoguia - Você buscou seus direitos? Se sim, quais? Rita - Sim. PIS, auxílio doença e aposentadoria por invalidez. 
  • Instituto Oncoguia - Quais são seus projetos para o futuro? Rita - Arranjar um trabalho, ter uma casa e poder cuidar dos meus animais. 
  • Instituto Oncoguia - Que orientações você daria para alguém que está recebendo o diagnóstico de câncer hoje? Rita -
    Se tiver empregada, não se demitir. Busque amigos que já passaram por isso para pedir ajuda e informação, apoio psicológico sempre. 
  • Instituto Oncoguia - Como você conheceu o Oncoguia? Rita - Google.
  • Instituto Oncoguia - Você tem alguma sugestão a nos dar? Rita - Trabalhar para mais pessoas não serem descriminadas após sobreviverem ao câncer. Ajuda para trabalho e profissões para pessoas que adquiriram algum tipo de limitação e ainda precisam trabalhar para sobreviver. 
  • Instituto Oncoguia - O que você acha que deveria ser feito para melhorar a situação do câncer no Brasil? Deixe um recado para os políticos brasileiros! Rita - Ter leis que protejam pacientes com câncer, tanto os que ainda podem trabalhar e receber ofertas de trabalho, ter acesso mais fácil a aposentadoria. Quando os doentes precisam de dinheiro extra, não temos direitos. Não pagam o salário da carteira. Tiram todos os nossos benefícios. 


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