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[Câncer de Pele Melanoma] Renato Martins de Souza Lima

Aprendendo Com Você



Essa entrevista foi preenchida em 28/08/2018

  • Instituto Oncoguia - Quem é você? (idade, profissão, tem filhos, casada, cidade e estado?) Renato - Tenho 48 anos, economista (professor aposentado), 2 filhos e sou de Belo Horizonte, MG.
  • Instituto Oncoguia - Como foi que você descobriu que estava com câncer? Renato - Percebi o surgimento de um tumor na garganta.
  • Instituto Oncoguia - Você apresentou sinais e sintomas do câncer? Quais? Renato - Surgimento do tumor na garganta, dores no corpo, principalmente ombro e costas.
  • Instituto Oncoguia - Quais dificuldades você enfrentou para fechar o seu diagnóstico? Renato - Muitas, principalmente para determinar o primário, os exames sempre se mostravam inconsistentes.
  • Instituto Oncoguia - Como você ficou quando recebeu o diagnóstico? O que sentiu? No que pensou? Renato - Muito difícil responder a essa pergunta. É um momento difícil, é como uma sentença de morte.
  • Instituto Oncoguia - Qual foi a sua maior preocupação neste momento? Renato - Meus filhos, são muito jovens ainda, me preocupa a possibilidade de não mais estar presente em suas vidas.
  • Instituto Oncoguia - Você já começou o tratamento? Em que parte do tratamento você se encontra nesse momento? Se já finalizou, conte-nos um pouco sobre como foi enfrentar todos os tratamentos? Renato - Estou em processo de decisão do tratamento, ainda aguardando o resultado de uma imuno-histoquímica, já realizei uma cirurgia para retirada de uma parte do tumor para esses exames (anatomopatológico e imuno-histoquímica), justamente por causa da dificuldade em se determinar com exatidão o primário. É cansativo e doloroso passar por todos esses procedimentos, exames e espera dos resultados.
  • Instituto Oncoguia - Em sua opinião, qual é o tratamento mais difícil? Por quê? Renato - Não gostaria de passar pela cirurgia de retirada do tumor, pois segundo informações do cirurgião de cabeça e pescoço que me acompanha junto com o oncologista, é uma cirurgia muito agressiva, que certamente me mutilará e deixará varias sequelas. Isso é o que mais me assusta, não voltar a ter a possibilidade de uma vida normal,ou com mais qualidade, de ter que depender sempre da ajuda de terceiros, a dor e a dificuldade do pós operatório. Sei do que falo pois retirei um tumor cerebelar em 2013 e o pós operatório foi muito doloroso, demorado, dependia de terceiros para tudo, até para comer, não gostaria que meus filhos me vissem passar por isso novamente.
  • Instituto Oncoguia - Você sentiu algum efeito colateral diante ao tratamento? Como lidou com isso? O que te ajudou? Renato - Ainda não estou realizando nenhum tratamento, pois ainda estamos aguardando o resultado do imuno-histoquímico para que os médicos decidam o tratamento, mas já percebo muito cansaço, dificuldade de respirar e muita dor no corpo
  • Instituto Oncoguia - Como foi/é a sua relação com seu médico oncologista? Renato - Ainda é recente, mas é muito boa, é um excelente profissional, cheguei até ele por indicação, por isso já sabia se tratar de excelente profissional.
  • Instituto Oncoguia - Você se relacionou com outros profissionais? Se sim, quais e por quê? Renato - Não.
  • Instituto Oncoguia - Você fez ou faz acompanhamento psicológico? Se sim, conte-nos um pouco sobre a importância desse profissional nessa fase da sua vida. Renato - Não.
  • Instituto Oncoguia - Como está a sua vida hoje? Renato - Em compasso de espera. Estou aguardando o resultado desse último exame para definirmos o tratamento e sé então decidir como será minha vida. Já sou aposentado por causa do tumor que retirei em 2013, mas estava desenvolvendo um projeto de negócio e por causa da incerteza do meu futuro, estou em parado com esse projeto.
  • Instituto Oncoguia - Você continua trabalhando ou parou por causa do câncer? Renato - Estou inativo.
  • Instituto Oncoguia - Você buscou seus direitos? Se sim, quais? Renato - Sim,por enquanto busquei e consegui a isenção de pagamento de IRPF que vinha descontado em minha aposentadoria.
  • Instituto Oncoguia - Quais são seus projetos para o futuro? Renato - Realizar o meu projeto de cultivo de cogumelos comestíveis e de uma orta agroflorestal que estou desenvolvendo.
  • Instituto Oncoguia - Que orientações você daria para alguém que está recebendo o diagnóstico de câncer hoje? Renato - Difícil, pois ainda estou na fase da incerteza, mas uma coisa posso dizer, não quero morrer e vou fazer o que for possível para lutar contra o câncer.
  • Instituto Oncoguia - Como você conheceu o Oncoguia? Renato - Pesquisando sobre o resultado de uma biopsia na internet.
  • Instituto Oncoguia - Você tem alguma sugestão a nos dar? Renato - Não, ainda estou conhecendo vocês.
  • Instituto Oncoguia - O que você acha que deveria ser feito para melhorar a situação do câncer no Brasil? Deixe um recado para os políticos brasileiros! Renato - Dar acesso aos exames que possibilitam diagnosticar e aos tratamentos. Com certeza, se eu dependesse da saúde pública, estaria muito mais preocupado, pois certamente não teria tido ainda acesso a todos os exames e procedimentos a que já me submeti.


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