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[Leucemia Linfoide Aguda (LLA) ] Priscila Correa dos Santos Vieira

Aprendendo Com Você



Essa entrevista foi preenchida em 11/08/2017

Priscila Correa dos Santos Vieira
  • Instituto Oncoguia - Quem é você? (idade, profissão, tem filhos, casada, cidade e estado?) Priscila - 39 anos, gestora de RH, sem filhos, casada, Rio de Janeiro/RJ
  • Instituto Oncoguia - Como foi que você descobriu que estava com câncer? Priscila - Através da punção lombar.
  • Instituto Oncoguia - Você apresentou sinais e sintomas do câncer? Quais? Priscila - Os sintomas que eu tinha era de febre e dor no tórax, como se fosse o início de uma gripe.
  • Instituto Oncoguia - Quais dificuldades você enfrentou para fechar o seu diagnóstico? Priscila - Olha, foi difícil! Os sintomas apareceram em 29 de maio de 2016,0 na primeira semana tratei como se fosse uma gripe, mas como persistia os sintomas, resolvi ir na emergência do Oeste D´or, lá fizeram exame de sangue, urina, raio x e sai com o diagnóstico que estava estressada, porém os sintomas continuavam e a partir daí comecei a rodar em várias emergências, faziam os mesmo exames (sangue, urina, raio-x, ressonância e tomografia) e nada encontravam, por fim quando resolvi me internar, se recusaram, pois clinicamente estava bem, porém tive uma crise quando aguardava o resultado do último exame e só foi aí que consegui ser internada. Essa peregrinação durou 1 mês e quando internei, demorou mais 1 mês para fechar o diagnóstico.
  • Instituto Oncoguia - Como você ficou quando recebeu o diagnóstico? O que sentiu? No que pensou? Priscila - Pela dificuldade para fechar o diagnóstico, já sabia que não era coisa boa,  na hora só queria saber o que tinha que fazer, quais seriam os próximos passos.Depois que os médicos saíram, eu não aguentei e chorei profundamente.
  • Instituto Oncoguia - Qual foi a sua maior preocupação neste momento? Priscila - Se eu conseguiria corresponder ao tratamento, e ao mesmo tempo por em prática o plano B, ou seja, deixar tudo preparado para dar o mínimo de trabalho a meu marido na minha ida (seguro de vida, plano de assistência funeral, transferência de bens, contas, etc.). Repensando agora, parece loucura.
  • Instituto Oncoguia - Você já começou o tratamento? Em que parte do tratamento você se encontra nesse momento? Se já finalizou, conte-nos um pouco sobre como foi enfrentar todos os tratamentos? Priscila - Sim. Estou no 6º mês do período total de 2 anos do tratamento de manutenção.
  • Instituto Oncoguia - Em sua opinião, qual é o tratamento mais difícil? Por quê? Priscila - O tratamento não é difícil, difícil é ficar dentro de um quarto de hospital, mais de 6 meses, vendo o mundo por uma janela, longe da família, da minha casa, impossibilitada de contemplar as coisas mais simples do mundo: uma brisa no rosto, o sol na pele, andar livremente, etc.
  • Instituto Oncoguia - Você sentiu algum efeito colateral diante ao tratamento? Como lidou com isso? O que te ajudou? Priscila - Não tive reação aos medicamentos.
  • Instituto Oncoguia - Como foi/é a sua relação com seu médico oncologista? Priscila - Excelente! o que faz dar certo é que não escondo nada dele, pois essa doença além de atingir fisicamente, afeta principalmente o emocional, então ele já sabe como estou, só de olhar pra mim.
  • Instituto Oncoguia - Você se relacionou com outros profissionais? Se sim, quais e por quê? Priscila - Dentista, para orientar na limpeza bucal, no intuito de reduzir os sintomas da possível mucosite, mas não tive esse problema, fisioterapeuta, como a maior parte do tempo ficava deitada, eram necessários exercícios que estimulassem a circulação sanguínea para evitar a trombose,  otorrinolaringologista - um dia acordei totalmente surda, mas em 2 dias a audição voltou a normal, foi um episódio de surdez temporário provocado pelo estresse, pois estava no CTI, por conta da síndrome do pega da medula,  psicólogo - controlar a ansiedade, hepatologista - para controlar as alterações no fígado e baço. 
  • Instituto Oncoguia - Você fez ou faz acompanhamento psicológico? Se sim, conte-nos um pouco sobre a importância desse profissional nessa fase da sua vida. Priscila - Fiz durante o período em que estava internada. A ansiedade nada mais é que ter o controle de tudo! e com essa doença, eu não tinha (e não tenho) o controle de nada (quase nada), mas com a ajuda da profissional, consegui direcionar minha atenção para aquilo que era realmente importante, ou seja, como queria viver a minha sobrevida.
  • Instituto Oncoguia - Como está a sua vida hoje? Priscila - Tenho incontáveis medicamentos para tomar diariamente, tenho consultas mensais com vários especialistas para controlar os efeitos colaterais da quimioterapia, o que gera mais medicamento e exames (ginecologista,endocrinologista, hematologista, hepatologista, alergista, nutricionista, dermatologista), quimioterapia ambulatorial mensal, exame de sangue semanal, preocupação em não ter contato com pessoas doentes, pois minha imunidade oscila por causa das medicações, bem como minha disposição, ou seja, uma rotina cansativa.
  • Instituto Oncoguia - Você continua trabalhando ou parou por causa do câncer? Priscila - Estou afastada pelo INSS e só devo retornar após o término total do tratamento.
  • Instituto Oncoguia - Você buscou seus direitos? Se sim, quais? Priscila - Não
  • Instituto Oncoguia - Quais são seus projetos para o futuro? Priscila - Viver plenamente! Vejam meu video no youtube. Um resumo da minha história https://youtu.be/kd2ZVv2DEUU
  • Instituto Oncoguia - Que orientações você daria para alguém que está recebendo o diagnóstico de câncer hoje? Priscila - Chore o quanto for preciso, esvazie o coração, não comece a procurar em sites de busca sobre a doença, converse diretamente com seu médico e sempre que tiver dúvida, converse com alguém que já passou por algo semelhante, concentre-se no que você pode tirar de melhor de cada situação. NÃO DESISTA e AGUENTE FIRME, faça o que tiver que fazer para alcançar a cura, apoio familiar é fundamental
  • Instituto Oncoguia - Como você conheceu o Oncoguia? Priscila - Site de busca.


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