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[Câncer de Ovário] Patricia Santoro

Aprendendo Com Você



Essa entrevista foi preenchida em 08/09/2021

Patricia Santoro
  • Instituto Oncoguia - Quem é você? (idade, profissão, tem filhos, casada, cidade e estado?) Patricia -

    Sou a Patricia, tenho 47 anos e sou técnica em radiologia médica, porém não exerço a profissão atualmente. 


    Hoje sou comerciante, sou casada, tenho 2 filhos e 2 netos:  a mais nova nasceu 18 dias depois do meu diagnóstico. 


    Moro em São José do Rio Preto, interior de São Paulo. Fui diagnosticada com ca de ovário, com metástase no peritônio.


  • Instituto Oncoguia - Como foi que você descobriu que estava com câncer? Patricia -

    Foi uma luta para descobrir!


    Depois de 8 dias indo até a emergência, o médico que me atendeu na oitava vez, achou estranho eu ter tomado tudo que já tinham passado de remédio e meu intestino e estômago não terem melhorado. 


    Como estávamos na pandemia, e o posto de saúde não estava atendendo, ele orientou como eu deveria fazer para passar pelo posto de saúde e conseguir fazer o ultrassom. 


    Nessa altura do campeonato eu ia no pronto atendimento todos os dias, para ser medicada, a dor era terrível. 


    Quando fiz o ultrassom o médico já me encaminhou para a Santa Casa, para a oncologia. Porém nem cheguei a fazer os exames que o oncologista pediu, fui internada 2 dias depois, tinha muito líquido no abdômen. 


    Tive trombose e fui internada com embolia pulmonar. Então retiraram mais de 6 litros de líquido do abdômen, daí já me deram o diagnóstico.


  • Instituto Oncoguia - Você apresentou sinais e sintomas do câncer? Quais? Patricia -

    Eu acredito que em 2018 eu já tinha sintomas, mas os médicos não reconheciam. Meu intestino alternava, o dia que eu não tinha diarréia, tinha prisão de ventre. Sentia um incômodo do lado esquerdo da pelve, não era dor, mas sim um incômodo que notava mais quando praticava atividades físicas. 


    Minha menstruação estava com um fluxo muito intenso, o cansaço e a dor nas costas já eram frequentes. Porém tanto a ginecologista, quanto a clínica geral diziam estar tudo bem. 


    No ano de 2019 cheguei a fazer 2 ultrassons do abdome, e 2 endovaginal. 

    As médicas pediam de tanto eu falar que tinha algo errado.

    Mas ninguém acusou nada, então não era nada.


  • Instituto Oncoguia - Quais dificuldades você enfrentou para fechar o seu diagnóstico? Patricia -

    Todas!


    Acredito que se eu tivesse um plano de saúde, talvez teria sido mais fácil. 

    Fui atendida por um médico quando já estava com a barriga que mais parecia uma gestação de 9 meses e  com muita dor.


    Ele faltou dizer que era frescura de mulher que estava entrando na menopausa, em outras palavras, mas foi bem isso. 

    O descaso foi a maior dificuldade.


  • Instituto Oncoguia - Como você ficou quando recebeu o diagnóstico? O que sentiu? No que pensou? Patricia -

    Não sei dizer, eu só queria parar de sentir dor.


    Minha mente deu um branco total, não chorei, só me encolhi na cama do hospital e fiquei lá, quieta. 


    Não sei oque se passou na minha cabeça.


  • Instituto Oncoguia - Qual foi a sua maior preocupação neste momento? Patricia - Agora? É saber se terei acesso a medicação, exames. Caso eu precise, escuto relatos de outras pacientes e percebo que é bem complicado.
  • Instituto Oncoguia - Você já começou o tratamento? Em que parte do tratamento você se encontra nesse momento? Se já finalizou, conte-nos um pouco sobre como foi enfrentar todos os tratamentos? Patricia -

    Sim, fiz histerectomia total em 03/09/2020, fiz 6 ciclos de quimioterapia com intervalo de 21 dias.


    Em 23/06/2021 fui para a segunda cirurgia, onde foram encontrados focos da doença no meu peritônio. Hoje estou aguardando para retornar à quimioterapia.


  • Instituto Oncoguia - Em sua opinião, qual é o tratamento mais difícil? Por quê? Patricia - Acredito ser a quimioterapia, a sensação era de que meu corpo estava morrendo, mas depois passava.
  • Instituto Oncoguia - Você sentiu algum efeito colateral diante ao tratamento? Como lidou com isso? O que te ajudou? Patricia - Minhas articulações doem  minhas mão incham, minhas pernas estão fracas e doloridas, minha memória está um caos. Quando a dor é muita tomo algum remédio para dor.
  • Instituto Oncoguia - Como foi/é a sua relação com seu médico oncologista? Patricia -
    É boa, ela fala o básico eu pergunto tudo que posso rs. 
     
    Como to cheia de nada pra fazer, entro nas redes sociais e escuto outras pacientes falarem de exames genéticos e medicação.
     
    Vou lá e pergunto.
     
    Ela é super transparente e sincera, gosto disso.
  • Instituto Oncoguia - Você se relacionou com outros profissionais? Se sim, quais e por quê? Patricia -
    Sim, a cardiologista.
     
    Já tinha consultas uma vez por ano, agora vou de 6 em 6 meses.
     
    Vou também no ortopedista pois fiquei muito debilitada: perdi musculatura das costa e meu braço esquerdo estava perdendo os movimentos. 
     
    Ginecologista que agora quer que eu vá as consultas a cada 6 meses. Pneumologista também, ele me deu alta em fevereiro 2021.
  • Instituto Oncoguia - Você fez ou faz acompanhamento psicológico? Se sim, conte-nos um pouco sobre a importância desse profissional nessa fase da sua vida. Patricia -
    Não fiz, participo de algumas rodas de conversa online, ja participei com o ivoc e com o Oncoguia, converso com outras pacientes pelos grupos de whatsApp
    Pacientes que conheci através das rodas de conversa.
  • Instituto Oncoguia - Como está a sua vida hoje? Patricia -
    Não posso reclamar, acho que seria até injusto.
     
    Estou em casa, com marido e filhos o tempo todo querendo cuidar de mim, o tratamento junto com a pandemia me isolou em casa.
     
    É muito estranho e complicado pra quem trabalhou a vida inteira, desde os 12 anos de idade...
  • Instituto Oncoguia - Você continua trabalhando ou parou por causa do câncer? Patricia -
    Parei  tivemos que fechar nosso comércio, trabalhava eu e meu marido.
     
    Eu adoeci ele fechou pra cuidar de mim, e infelizmente parece que ninguém esta interessado em empregar uma pessoa que está em tratamento.
  • Instituto Oncoguia - Você buscou seus direitos? Se sim, quais? Patricia - Auxílio doença e isenção de iIPTU, mas essa segunda ainda não tive resposta.
  • Instituto Oncoguia - Quais são seus projetos para o futuro? Patricia -
    Viver!
     
    Gostaria também de descobrir uma forma de informar as mulheres sobre esse tipo de câncer que é tão silencioso, eu mesma nunca tinha ouvido falar.
     
    Talvez se eu soubesse teria insistido mais com os médicos, procurado outra opinião, se eu tivesse alguma informação, como temos sobre o câncer de mama.
  • Instituto Oncoguia - Que orientações você daria para alguém que está recebendo o diagnóstico de câncer hoje? Patricia -
    Busque a informação, questione seu médico, não dê ouvidos para tudo que te falam, em cada organismo o tratamento reage de uma forma.
     
    O câncer não é uma sentença de morte!
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  • Instituto Oncoguia - O que você acha que deveria ser feito para melhorar a situação do câncer no Brasil? Deixe um recado para os políticos brasileiros! Patricia -
    Mais atenção para saúde pública é essencial! 
     
    Nossos governantes deveriam passar a usar o SUS quando precisam de tratamentos, e não ir para hospitais de primeira linha, talvez assim não seria tão complicado um paciente conseguir um exame genético, um pet scan ou medicação..


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