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[Câncer de Rim] Keila Cristina da Rocha de Moraes

Aprendendo Com Você



Essa entrevista foi preenchida em 16/08/2020

  • Instituto Oncoguia - Quem é você? (idade, profissão, tem filhos, casada, cidade e estado?) Keila - Me chamo Keila Cristina, tenho 32 anos, trabalho como técnica de enfermagem em uma rede privada. Solteira, sem filhos, moro com minha mãe, um sobrinho e meu cachorro.
  • Instituto Oncoguia - Como foi que você descobriu que estava com câncer? Keila - A descoberta foi ano em junho de 2019, num momento muito importante da minha vida. Havia mudado de carreira e decidido ser Tec. Enfermagem e estava na reta final do meu período de experiência em um dos melhores hospitais privados do RJ.
  • Instituto Oncoguia - Você apresentou sinais e sintomas do câncer? Quais? Keila - Sim, tive desidratação, perdi 10kg em 1 mês, tontura, fraqueza, dores de cabeça, falta de ar, falta de apetite, dores nas costas.
  • Instituto Oncoguia - Quais dificuldades você enfrentou para fechar o seu diagnóstico? Keila - Graças a Deus não enfrentei muitas dificuldades, os médicos foram rápidos com as solicitações de exames e não demorei para conseguir realizá-los. A maior dificuldade foi descobrir os riscos que corro e quais as probabilidades de ter outros cânceres, uma vez que , minha questão é uma alteração é cromossômica, sou portadora da sindrome de birt-hogg-dube.
  • Instituto Oncoguia - Como você ficou quando recebeu o diagnóstico? O que sentiu? No que pensou? Keila - A primeira cena que veio em minha mente foi eu realizando diálise e ficando desempregada. Me senti muito sozinha, não confiava em contar para meus amigos e colegas de trabalho. Não queria que as pessoas olhassem para mim como um peso morto ou pena
  • Instituto Oncoguia - Qual foi a sua maior preocupação neste momento? Keila - Em ficar desempregada, não teria o mesmo atendimento que tenho no SUS e muito menos com a mesma agilidade e morrer sem dignidade.
  • Instituto Oncoguia - Você já começou o tratamento? Em que parte do tratamento você se encontra nesse momento? Se já finalizou, conte-nos um pouco sobre como foi enfrentar todos os tratamentos? Keila - Meu tratamento renal já concluí, fiz quimioterapia oral, com algumas medicações EV para enjôo. Após 9 meses o tumor foi removido, porém 1 mês após a cirurgia tive uma crise hipoglicemica entrando num quadro de choque circulatório. Os médicos levantaram a hipótese de insulinoma. Demoramos 4 meses para fechar o diagnóstico e realizamos uma laparoscopia com pancrectomia distal e esplenectomia total. Aguardando resultado da biópsia. Provavelmente teremos mais quimioterapia pela frente rsrsrs.
  • Instituto Oncoguia - Em sua opinião, qual é o tratamento mais difícil? Por quê? Keila - Posso apenas dizer a respeito da VO. Foi difícil mas acredito que se tivesse feito a EV teria sido muito pior.
  • Instituto Oncoguia - Você sentiu algum efeito colateral diante ao tratamento? Como lidou com isso? O que te ajudou? Keila - Sentia muita tontura, sede, enjôo, falta de concentração, perda de apetite. No início contei com ajuda da minha amiga e Enfermeira do meu setor a V. Por ser de UTI e recém contratada tinha medo de tudo, ela segurou na minha mão e me ajudou, em seguida me abri com minha amiga e Tec. Enfermagem a R. Elas foram meu apoio até conseguir chegar e contar para o meu chefe, nesse momento achei que ele me obrigaria sair de licença. Mas pelo contrário, ele me pediu para conversar com o médico do trabalho para por tudo em ordem. Por sua vez o médico do trabalho também foi maravilhoso comigo, entendeu meu caso e me deixou a vontade quanto a minha licença. Fui atendida pela psicóloga do trabalho durante todo o meu tratamento. Minha chefia mudou e ela manteve a confiança em mim e enxergou que o meu trabalho faz parte do meu tratamento e quando preciso me ausentar ela é gentil comigo e o mais importante, não me trata diferente por ter CA. Trabalho como qualquer técnico do meu setor.
  • Instituto Oncoguia - Como foi/é a sua relação com seu médico oncologista? Keila - Muito boa, sempre honesto comigo e me dando várias alternativas para escolher.
  • Instituto Oncoguia - Você se relacionou com outros profissionais? Se sim, quais e por quê? Keila - Sim, precisei fazer estudo genético e após o estudo precisei passar por várias especialidades.
  • Instituto Oncoguia - Você fez ou faz acompanhamento psicológico? Se sim, conte-nos um pouco sobre a importância desse profissional nessa fase da sua vida. Keila - Sim, realizou terapia particular e com a psicóloga do trabalho. As vezes não estava me sentido mal pelo uso da medicação mas por estar deprimida. E elas me ajudaram a detectar o quanto a depressão estava causando dor.
  • Instituto Oncoguia - Como está a sua vida hoje? Keila - Ainda confusa, aguardando resultados para saber se terei ou não que encarar uma nova quimioterapia.
  • Instituto Oncoguia - Você continua trabalhando ou parou por causa do câncer? Keila - Sim, e espero continuar enquanto houver forças nos meus braços.
  • Instituto Oncoguia - Você buscou seus direitos? Se sim, quais? Keila - Sim, precisei protocolar algumas solicitações junta a ANS como liberação do exames, como havia feito em um período menos que 30 dias o plano não quis liberar a repetição do exame. E o suplemento alimentar.
  • Instituto Oncoguia - Quais são seus projetos para o futuro? Keila - Entrar na faculdade de Enfermagem.
  • Instituto Oncoguia - Que orientações você daria para alguém que está recebendo o diagnóstico de câncer hoje? Keila - O CA pode ser uma oportunidade de você ver a vida de forma mais colorida, basta ter fé. Acredite hoje sou mais feliz, o CA me tornou uma pessoa melhor.
  • Instituto Oncoguia - Como você conheceu o Oncoguia? Keila - Google


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