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[Câncer de Ovário] Kayene.

Aprendendo Com Você



Essa entrevista foi preenchida em 03/07/2022

  • Instituto Oncoguia - Comece fazendo uma breve apresentação sobre você? (idade, profissão, se tem filhos, casado(a), onde você mora...) Kayene - Meu nome é Kayene, sou pedagoga, tenho 26 anos, sou casada e não tenho filhos.
  • Instituto Oncoguia - Como foi que você descobriu que estava com câncer? Você apresentou sinais e sintomas do câncer? Quais? Kayene -
    Em maio de 2019 tive várias dores abdominais e não conseguia me alimentar muito bem.
     Tinha diarréia e fui várias vezes na emergência com essas queixas, mas era sempre diagnosticada com algum tipo de virose, até que as dores começaram ficar insuportáveis e minha barriga era desproporcional ao restante do corpo.
     
    Estava com ascite e não sabia. No dia 10 de junho de 2019, na emergência, foi constatado através de uma tomografia uma massa no ovário.
  • Instituto Oncoguia - Você enfrentou dificuldades para fechar o seu diagnóstico? Se sim, quais? Kayene -
    Sim.
     
    Cinco dias antes da tomografia que mostrou a massa no ovário eu já tinha ido na emergência.
     
    A médica afirmou que eu estava grávida ou com pedra na vesícula e me mandou procurar um gastro.
     
    Sai de lá sem nenhum exame, só com medicamento e confusa. Até que resolvi voltar para a emergência com o exame de sangue dizendo que não estava grávida e então finalmente fizeram a tomografia.
  • Instituto Oncoguia - Como você ficou diante do diagnóstico? Quer nos contar o que sentiu, o que pensou? Kayene -
    Na emergência, foi muito ruim. O médico nos disse: "Sua barriga está cheia de água, você está com uma massa no ovário e vai ter que entrar na faca. Ah, mas não se preocupe, talvez seja benigno.”
     
    Saímos de lá bem confusos. Na mesma semana conseguimos a consulta com o especialista (ginecologista, oncologista, cirurgião, que me explicou exatamente as possibilidades que estávamos enfrentando).
     
    A consulta durou mais de duas horas. Ele foi muito humano e muito claro também. Eu não consegui assimilar, enquanto ele falava eu mal piscava, parecia anestesiada, em estado de choque.
  • Instituto Oncoguia - Qual foi a sua maior preocupação neste momento? Kayene -
    Por incrível que pareça, saindo da consulta, com essa sensação de estar anestesiada, fui o caminho todo quieta.
     
    Quando chegamos na casa da minha mãe eu desabei a chorar dentro do carro e minha maior preocupação era o meu irmão que na época tinha 16 anos e nossa ligação é muito forte.
    Eu só conseguia chorar e dizer: "Não conta pra ele”.
  • Instituto Oncoguia - Você já começou o tratamento? Em que parte do tratamento você se encontra nesse momento? Se já finalizou, conte-nos um pouco sobre como foi enfrentar todos os tratamentos? Kayene -
    Fiz o tratamento em 2019.
    Uma laparotomia exploratória, onde foi retirado 12 litros de líquido.
     
    O tumor tinha 14 cm. Na biópsia preliminar o tumor era borderline, mas havia implantes pelo peritônio, na biópsia completa esses implantes foram identificados como carcinoma papilar ceroso de baixo grau. Por conta disso foi recomendado fazer quimioterapia. Fiz 4 ciclos. Hoje, só faço acompanhamento com marcador tumoral e ressonância.
  • Instituto Oncoguia - Em sua opinião, qual é/foi o tratamento mais difícil? Por quê? Kayene - Quimioterapia. Passei muito mal, a queda do cabelo também mexe muito com nosso emocional.
  • Instituto Oncoguia - Você sentiu algum efeito colateral do tratamento? Como lidou com isso? O que te ajudou? Kayene - Tive muita fraqueza, ficava muito enjoada, ficava uma semana sem conseguir sair da cama. Água de coco ajudou bastante.
  • Instituto Oncoguia - Como foi/é a sua relação com seu médico oncologista? Kayene - Muito boa. Ele é uma pessoa maravilhosa!
  • Instituto Oncoguia - Você se relacionou com outros profissionais? Se sim, quais e por quê? Kayene - Não.
  • Instituto Oncoguia - Você fez ou faz acompanhamento psicológico? Se sim, conte-nos um pouco sobre a importância desse profissional nessa fase da sua vida. Kayene - Fiz apenas depois.
  • Instituto Oncoguia - Como está a sua vida hoje? Kayene - Quando acabei o tratamento "a ficha caiu” e a sensação foi horrível. Precisei procurar psicóloga e psiquiatra e até hoje estou no processo.
  • Instituto Oncoguia - Você continua trabalhando ou parou por causa do câncer? Kayene - Continuo trabalhando.
  • Instituto Oncoguia - Você buscou seus direitos? Se sim, quais? Kayene - Sim, afastamento pelo INSS e retirada do FGTS.


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