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[Câncer de Mama Avançado] Germaine Tillwitz

Aprendendo Com Você



Essa entrevista foi preenchida em 11/08/2016

Germaine Tillwitz
  • Instituto Oncoguia - Quem é você? (idade, profissão, tem filhos, casada, cidade e estado?) Germaine - 32 anos. Advogada. 2 filhas: Laura 4 anos e Sara de 2,6 meses, casada. Moro em Mogi das Cruzes, São Paulo.
  • Instituto Oncoguia - Como foi que você descobriu que estava com câncer? Germaine - Minha filha mais nova estava desmamando. Fiz exames de rotina em Dezembro, estavam normais, apenas acusando a produção de leite. Em Março (apenas 3 meses depois) senti a mama esquerda endurecida, achei ser leite empedrado. Comentei Com o marido e ele falou que deveria fazer logo exame de ultrassom. Marquei e quando da realização o médico já sugeriu levar imediatamente para o meu médico. Marcamos a biópsia e mamografia e em poucos dias o resultado: câncer de mama.
  • Instituto Oncoguia - Você apresentou sinais e sintomas do câncer? Quais? Germaine - Somente senti a mama endurecida
  • Instituto Oncoguia - Quais dificuldades você enfrentou para fechar o seu diagnóstico? Germaine - Considero que fui muito bem conduzida, já que não enfrentei dificuldades até o diagnóstico e nem com tratamento.
  • Instituto Oncoguia - Como você ficou quando recebeu o diagnóstico? O que sentiu? No que pensou? Germaine - Fiquei assustada e preocupada Com a minha família, com as minhas filhas e com marido. Tínhamos acabado de perder minha sogra com câncer de mama e de fato isso nos assustou mais. Até iniciar as quimios e saber que o tumor estava regredindo, foram dias de muita aflição. Porém, sempre tentei manter o bom humor. Sempre falo: o que eu tenho que passar, terei que passar, mas como passarei: isso eu posso mudar!
  • Instituto Oncoguia - Qual foi a sua maior preocupação neste momento? Germaine - Estou me recuperando da cirurgia de retirada das mamas, minha maior preocupação é para que ocorra tudo bem.
  • Instituto Oncoguia - Você já começou o tratamento? Em que parte do tratamento você se encontra nesse momento? Se já finalizou, conte-nos um pouco sobre como foi enfrentar todos os tratamentos? Germaine - Já fiz o protocolo de quimioterapia e fiz a cirurgia de retirada das mamas há uma semana. No geral reagi bem às quimios. Agora estou recuperando da cirurgia.
  • Instituto Oncoguia - Em sua opinião, qual é o tratamento mais difícil? Por quê? Germaine - Pra mim até agora a cirurgia é a parte mais difícil. Nunca tinha me submetido à nenhuma cirurgia e tinha muito medo da anestesia e de tudo que um hospital envolve. Medo de não conseguir fazer as coisas sozinha, de depender das pessoas pra tudo. E tem sido um grande aprendizado, pra mim, que sempre exercitei o cuidar e nunca o "ser cuidada".
  • Instituto Oncoguia - Você sentiu algum efeito colateral diante ao tratamento? Como lidou com isso? O que te ajudou? Germaine - A quimioterapia trás consigo inúmeros efeitos colaterais, não é fácil lidar. Os enjoos, as dores no corpo, mas o mais difícil é a feição de doente: perda dos cabelos, sobrancelhas e cílios e o inchaço. Além da minha família muito animada, o uso dos lenços e maquiagens ajudam a melhorar a auto estima.
  • Instituto Oncoguia - Como foi/é a sua relação com seu médico oncologista? Germaine - Tenho uma ótima relação com toda a equipe médica e isso faz a diferença no tratamento.
  • Instituto Oncoguia - Você se relacionou com outros profissionais? Se sim, quais e por quê? Germaine - Não.
  • Instituto Oncoguia - Você fez ou faz acompanhamento psicológico? Se sim, conte-nos um pouco sobre a importância desse profissional nessa fase da sua vida. Germaine - Não fiz acompanhamento. Digo sempre que pra mim a grande terapia é estar em grupo, dividindo os anseios e conflitos com pessoas que estão na mesma situação. E isso a Internet pode ser muito útil. Encontrei grupos de apoio, entre eles o "meninas de peito" do facebook.
  • Instituto Oncoguia - Como está a sua vida hoje? Germaine - Estou fisicamente me recuperando e aguardando para fazer a radioterapia. Tenho muito apoio da família, e muito amor das filhas e do marido.
  • Instituto Oncoguia - Você continua trabalhando ou parou por causa do câncer? Germaine - Estou parada por conta do câncer. Tentando continuar com o mestrado.
  • Instituto Oncoguia - Você buscou seus direitos? Se sim, quais? Germaine - Não.
  • Instituto Oncoguia - Quais são seus projetos para o futuro? Germaine - Viver da melhor forma possível, como uma pessoa curada do câncer. Tenho planos de ajudar mulheres que não tenham condições de realizar um tratamento.
  • Instituto Oncoguia - Que orientações você daria para alguém que está recebendo o diagnóstico de câncer hoje? Germaine - Chore. Grite sofra. Mas sacuda a poeira e vá de coração aberto e mente tranquila para o tratamento. O câncer não quer você bem, mostre que você está muito bem!
  • Instituto Oncoguia - Como você conheceu o Oncoguia? Germaine - Facebook. Através de outras pessoas que tem câncer.
  • Instituto Oncoguia - Você tem alguma sugestão a nos dar? Germaine - Continuem a informar!
  • Instituto Oncoguia - O que você acha que deveria ser feito para melhorar a situação do câncer no Brasil? Deixe um recado para os políticos brasileiros! Germaine - Seriedade com a saúde. Os brasileiros merecem.


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