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[Câncer Colorretal] Francisco Carlos Ceccon

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Essa entrevista foi preenchida em 12/02/2019

Francisco Carlos Ceccon
  • Instituto Oncoguia - Quem é você? (idade, profissão, tem filhos, casada, cidade e estado?) Francisco - 62 anos, farmacêutico, 1 filho, casado e moro em Ouro Fino, Minas Gerais.
  • Instituto Oncoguia - Como foi que você descobriu que estava com câncer? Francisco - Exame de rotina, depois exame direcionado. Marcador tumoral e depois exames de imagem. O câncer colorretal com metástase no fígado só foi visto na hora da cirurgia.
  • Instituto Oncoguia - Você apresentou sinais e sintomas do câncer? Quais? Francisco - Sem sintoma algum.
  • Instituto Oncoguia - Quais dificuldades você enfrentou para fechar o seu diagnóstico? Francisco - O câncer colorretal não teve problema, mas a metástase no fígado nem o PET SCAN conseguiu pegar. Só na hora da cirurgia por ter sido muito grande porque a cadeia linfática estava toda comprometida... Conseguiu ver e foi retirado um porção do fígado também.
  • Instituto Oncoguia - Como você ficou quando recebeu o diagnóstico? O que sentiu? No que pensou? Francisco - O mundo desaba, passa um filme rapidamente em nossa mente. Manifestação física foi somente o choro, que persistiu durante todo tratamento por 2 anos. O que mais me abalou não foram as cirurgias (2) ou a quimioterapia por 10 meses, foi a colocada da bolsa de colostomia. Foi o que mais me abalou, só consegui me recuperar desta "bosta" de bolsa após a reversão. Era estourar no trabalho, estourar no carro, isto porque a troca era diária... Realmente com toda sinceridade não tem como aceitar esta tal de "bolsa de colostomia"... Mas depois que tira é só alegria...
  • Instituto Oncoguia - Qual foi a sua maior preocupação neste momento? Francisco - Tentar levar informação a todo mundo, trabalhar em cima da descoberta precoce. Muita gente morre por falta de informação: por não saber onde ir, que profissional procurar, como conseguir um exame, como conseguir um medicamento de alto custo, como dar o primeiro passo etc. Existem profissionais médicos que não tem nem noção de como funciona as normas operacionais do SUS, como são os direitos, o que fazer neste momento. Esta é a minha preocupação: ajudar o paciente com câncer e ajudar aquele não tem noção alguma do que fazer... Esta é minha missão... Se conseguir arranjar um exame, uma consulta, uma internação, um tratamento, para alguém que precisa terei certeza que estou no caminho certo e estarei fazendo a diferença pois tenho comigo que a chance que Deus me deu é para isto.
  • Instituto Oncoguia - Você já começou o tratamento? Em que parte do tratamento você se encontra nesse momento? Se já finalizou, conte-nos um pouco sobre como foi enfrentar todos os tratamentos? Francisco - Estou, graças a Deus, nas revisões semestrais... Quase vencendo os cinco anos de garantia (3 anos desde a descoberta). O difícil não é enfrentar cirurgia e a quimioterapia, o difícil é olhar para os lados na sala de espera da quimioterapia e olhar nos olhos distantes das mulheres com câncer de mama, das crianças com um câncer qualquer e saber que nem todos vão vencer; o difícil é você saber que ao sair da quimioterapia você tem que ir trabalhar caso contrário você não conseguirá pagar suas contas, o difícil é você querer ajudar e não poder fazer nada; por isto é fundamental a descoberta precoce: descobrir precocemente é iniciar tratamento mais cedo, para aumentar as chances de cura. Temos que saber que tudo é questão de tempo, tudo vai passar... E sempre vamos vencer.
  • Instituto Oncoguia - Em sua opinião, qual é o tratamento mais difícil? Por quê? Francisco - Usar bolsa de colostomia.
  • Instituto Oncoguia - Você sentiu algum efeito colateral diante ao tratamento? Como lidou com isso? O que te ajudou? Francisco - Náuseas durante a quimioterapia. E o grande efeito que ficou até hoje: neuropatia com dores no lado esquerdo.
  • Instituto Oncoguia - Como foi/é a sua relação com seu médico oncologista? Francisco - São meus amigos todos e hoje trabalho com palestras com todos eles onde faço campanhas e esclarecimentos. Não perco nenhum congresso de oncologia em todo mundo. Voltei a estudar mais do que nunca e faço pós graduação em engenharia genética para tentar entender o mecanismo real desta doença.
  • Instituto Oncoguia - Você se relacionou com outros profissionais? Se sim, quais e por quê? Francisco - Somente oncologistas. Não fiz uso de psicoterapia ou terapia, não quis fazer. Mas aconselho quem estiver passando por estes momentos a fazer. Os momentos e dificuldades devem ser muito únicos e individuais... Cada um tem o seu jeito de enfrentar a doença.
  • Instituto Oncoguia - Você fez ou faz acompanhamento psicológico? Se sim, conte-nos um pouco sobre a importância desse profissional nessa fase da sua vida. Francisco - Não, mas considero e creio que seja importante quando possível (o que foge da realidade do brasileiro) um tratamento multidisciplinar, inclusive orientação financeira. Pacientes com câncer deveriam ser liberados de IPTU, taxas de conselhos, IPVA ou outros impostos, seria de muito ajuda.
  • Instituto Oncoguia - Como está a sua vida hoje? Francisco - Com a graça de Deus estou vivo, trabalhando (mesmo não tendo parado nem durante a quimioterapia), tentando ajudar outros pacientes e não pacientes com o canal do youtube e o site: seu amigo farmacêutico. E principalmente com ações, com internações e tratamentos. Pretendo continuar brigando - no bom sentido - para levar descobrimento precoce, o que fazer, como agir diante da dificuldade de se conseguir exames e tratamentos...
  • Instituto Oncoguia - Você continua trabalhando ou parou por causa do câncer? Francisco - Continuo há 40 anos sem parar e descansar, a única coisa é que diminui o ritmo de trabalho de 16 horas dia para 14 horas dia.
  • Instituto Oncoguia - Você buscou seus direitos? Se sim, quais? Francisco - Os direitos são o que menos interessam ao pacientes com câncer, paciente com câncer não quer saber de comprar carro sem imposto; paciente com câncer quer é ser atendido a tempo, quer ter o direito aos mais modernos e melhores tratamentos, é isto que o paciente com câncer quer. Não adianta a descoberta de um novo biomedicamento se vai demorar anos para ser aprovado por nossas agências reguladoras como ANVISA e CONITEC, como foi o que aconteceu com o transtuzumabe onde 5000 mulheres morreram pela demora das agências reguladoras.Tem que existir um oncologista no CONITEC. Isto certamente iria ajudar e muito.
  • Instituto Oncoguia - Quais são seus projetos para o futuro? Francisco - Tentar se fazer ouvido, ser ouvido, levar informação a mais gente. Mas como sou sozinho sei o quanto é difícil. Mas não vou desistir.
  • Instituto Oncoguia - Que orientações você daria para alguém que está recebendo o diagnóstico de câncer hoje? Francisco - Respire fundo, saiba que além de novos tratamentos e medicamentos existe muita gente querendo ajudar... E acima de tudo existe um Deus que sabe o quanto podemos suportar.
  • Instituto Oncoguia - Como você conheceu o Oncoguia? Francisco - Desde que saí de meu tratamento pedi uma autorização para replicar artigos em meu site.
  • Instituto Oncoguia - Você tem alguma sugestão a nos dar? Francisco - Trabalhar cada vez mais! O que fazem é impagável. Mobilizar mais gente, olhar sempre ao lado. Sempre vai existir alguém que precisa de ajuda e temos que fazer a diferença. Não adianta acreditar no quer que seja sem obras, sem ação.
  • Instituto Oncoguia - O que você acha que deveria ser feito para melhorar a situação do câncer no Brasil? Deixe um recado para os políticos brasileiros! Francisco - Colocar alguém no CONITEC Oncologista; ouvir mais que está trabalhando com assunto, repasses do SUS por paciente com câncer e não por valor pactuado, melhores remunerações aos profissionais (todos) oncológicos, tratamento diferenciado...não que outros também não mereçam. Mas ter câncer não é algo fácil... Seguir exemplos de outros países onde deu certo.


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