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[Câncer de Mama Avançado] Fabiana

Aprendendo Com Você



Essa entrevista foi preenchida em 17/02/2020

Fabiana
  • Instituto Oncoguia - Quem é você? (idade, profissão, tem filhos, casada, cidade e estado?) Fabiana - Meu nome é Fabiana. Tenho 35 anos. Sou divorciada e tenho um filho de patas. Moro em São Paulo e trabalho no comércio. Sou coordenadora administrativa.
  • Instituto Oncoguia - Como foi que você descobriu que estava com câncer? Fabiana - Sempre fiz ultrassom de mama de 6 em 6 meses, devido aos casos de câncer na família, em setembro de 2019, entre um ultrassom e outro, senti uma dor na mama esquerda, apalpando senti um nódulo e logo procurei um Mastologista que, de imediato solicitou a biópsia.
  • Instituto Oncoguia - Você apresentou sinais e sintomas do câncer? Quais? Fabiana - Na verdade, senti muita dor na mama, foi o que me fez procurar com urgência um Mastologista.
  • Instituto Oncoguia - Quais dificuldades você enfrentou para fechar o seu diagnóstico? Fabiana - Não tive dificuldade, a Mastologista solicitou a biópsia e em alguns dias já estava com o resultado em mãos. Ela me encaminhou ao oncologista, que já solicitou milhares de outros exames, inclusive um PET-CT, no qual eu tive o diagnóstico de metástase no osso e fígado, isso em outubro de 2019.
  • Instituto Oncoguia - Como você ficou quando recebeu o diagnóstico? O que sentiu? No que pensou? Fabiana - Eu tenho o costume de abrir todos os exames que faço para ler, quando li fiquei torcendo para que, no retorno com o masto ele dissesse: não Fabiana, você leu errado, carcinoma não quer dizer nada. Li o exame sozinha, fui ao médico sozinha, quando ouvi da boca do médico fiquei com as pernas bambas, meio tonta, mas ao mesmo tempo me sentindo muito bem para enfrentar tudo que viria pela frente. Já quando peguei o resultado do PET e vi que já tinha outros tumores, dei uma desabada, mas procurei me informar muito sobre tudo.
  • Instituto Oncoguia - Qual foi a sua maior preocupação neste momento? Fabiana - A primeira coisa que pensei foi na quimioterapia, acompanhei 4 cânceres na família, 3 foram de mama, e a quimio sempre me assustou.
  • Instituto Oncoguia - Você já começou o tratamento? Em que parte do tratamento você se encontra nesse momento? Se já finalizou, conte-nos um pouco sobre como foi enfrentar todos os tratamentos? Fabiana - Comecei o tratamento em novembro de 2019, faço hormonioterapia desde então, e esse mês início uma quimio oral. Fiz 10 sessões de radioterapia devido a uma dor muito grande no externo .
  • Instituto Oncoguia - Em sua opinião, qual é o tratamento mais difícil? Por quê? Fabiana - Ainda estou no começo de tudo, a quimio me assusta bastante, mas não posso dizer com propriedade que é o mais difícil , pois ainda não comecei.
  • Instituto Oncoguia - Você sentiu algum efeito colateral diante ao tratamento? Como lidou com isso? O que te ajudou? Fabiana - Efeitos colaterais do zometa que é uma medicação para os ossos é muita dor nas juntas, isso uns 2 dias após a aplicação somente, já o zoladex, que é uma manipulação hormonal , eu sinto muito muito muito calor. Antes das sessões de rádio, eu comecei a tomar morfina para a dor no externo, comecei com tylenol, depois disso Tramadol e parei na morfina, que acabou com meu estômago, ficava muitos dias enjoada, vomitando e sem comer, nesse tempo difícil perdi 13 kg, também tive prisão de ventre, mas hoje já estou melhor em relação a tudo. E na radio senti enjoo, muito cansaço e dificuldade pra engolir, perda de paladar.
  • Instituto Oncoguia - Como foi/é a sua relação com seu médico oncologista? Fabiana - É ótima.
  • Instituto Oncoguia - Você se relacionou com outros profissionais? Se sim, quais e por quê? Fabiana - Nutricionista, eu comia muita besteira antes e precisava realmente de um "norte".
  • Instituto Oncoguia - Você fez ou faz acompanhamento psicológico? Se sim, conte-nos um pouco sobre a importância desse profissional nessa fase da sua vida. Fabiana - Ainda não.
  • Instituto Oncoguia - Como está a sua vida hoje? Fabiana - Meu maior problema hoje são os tumores ósseos, porque causam dor, e acabam me impossibilitando de fazer coisas que eu gosto, esporte, exercício, enfim. E também sinto muito cansaço.
  • Instituto Oncoguia - Você continua trabalhando ou parou por causa do câncer? Fabiana - Parei. Estou afastada.
  • Instituto Oncoguia - Você buscou seus direitos? Se sim, quais? Fabiana - Sim, sempre. No momento, por exemplo, o médico me prescreveu um medicamento que o convênio não liberou, tive que entrar na justiça para conseguir o tratamento, a liminar saiu e eu estou aguardando a resposta do convênio.
  • Instituto Oncoguia - Quais são seus projetos para o futuro? Fabiana - Viajar, viajar, viajar , é o que eu mais amo fazer.
  • Instituto Oncoguia - Que orientações você daria para alguém que está recebendo o diagnóstico de câncer hoje? Fabiana - É fácil? Claro que não. Vai ficar tudo bem? Talvez. Mas não é impossível, não é sentença de morte, não deixe os pensamentos ruins que surgem dominarem sua mente, busque muita informação sobre tudo, tipo do seu câncer, possíveis tratamentos, reações, se informe com seu médico, na internet, nas ONGs, procure pessoas quer estão na mesma situação que você, enfim, não sei se há uma regra pra lidar melhor com tudo isso, mas eu agi assim e é assim que consigo ligar melhor com tudo isso, além é claro, de muito bom humor e otimismo.
  • Instituto Oncoguia - Como você conheceu o Oncoguia? Fabiana - Meu médico.
  • Instituto Oncoguia - Você tem alguma sugestão a nos dar? Fabiana - Acho o trabalho de vocês maravilhoso.
  • Instituto Oncoguia - O que você acha que deveria ser feito para melhorar a situação do câncer no Brasil? Deixe um recado para os políticos brasileiros! Fabiana - Infelizmente ainda há muito o que ser feito, acesso a melhores tratamentos, menos agressivos, aparelhagem nos hospitais públicos, tempo de espera para exames, início de tratamentos, etc. Já é muito difícil receber um diagnóstico de câncer, saber que você tem uma opção de tratamento melhor, porém você não tem dinheiro e por isso acaba tendo que fazer o que tem disponível, é muito desumano.


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