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[Câncer de Mama Avançado] Denise Nalini

Aprendendo Com Você



Essa entrevista foi preenchida em 28/03/2016

Denise Nalini
  • Instituto Oncoguia - Quem é você? (idade, profissão, tem filhos, casada, cidade e estado?) Denise - Eu sou Denise Nalini e trabalho com formação de professores. Durante os últimos 25 anos trabalhei em ONGs na Periferia de São Paulo, lutando por uma educação infantil de qualidade para todas as crianças. Sou separada e tenho uma filha de 12 anos, vivo em São Paulo na cidade de São Paulo.
  • Instituto Oncoguia - Como foi que você descobriu que estava com câncer? Denise - O bico do meu seio entrou e o peito esquerdo ficou inchado e vermelho. Eu havia feito uma mamografia e o ginecologista disse que era um quadro de displasia mamária e que eu tinha que acompanhar. Menos de um mês após essa mamografia aconteceu o incidente do bico e começou a pesquisa para saber qual era o tipo de câncer que tinha.
  • Instituto Oncoguia - Você apresentou sinais e sintomas do câncer? Quais? Denise - O Câncer de mama sub ductal em muitos casos tem diagnósticos contraditórios. Eu me sentia muito cansada e desconfortável.
  • Instituto Oncoguia - Quais dificuldades você enfrentou para fechar o seu diagnóstico? Denise - Como disse esse tipo de câncer é confundido com displasia mamária e com mastite.
  • Instituto Oncoguia - Como você ficou quando recebeu o diagnóstico? O que sentiu? No que pensou? Denise - Eu achei que era uma sentença de morte, mas depois entendi que não é era esse o caso. E me organizei para fazer um tratamento.
  • Instituto Oncoguia - Qual foi a sua maior preocupação neste momento? Denise - Minha filha de 12 anos, como contar e como envolvê-la sem causar muito estrago em sua adolescência.
  • Instituto Oncoguia - Você já começou o tratamento? Em que parte do tratamento você se encontra nesse momento? Se já finalizou, conte-nos um pouco sobre como foi enfrentar todos os tratamentos? Denise - Já fiz o tratamento há 04 anos, fiz quimioterapia, radioterapia e mastectomia total. Depois de 04 anos tive uma recidiva do câncer na coluna e hoje faço radioterapia e uma nova hormonioterapia.
  • Instituto Oncoguia - Em sua opinião, qual é o tratamento mais difícil? Por quê? Denise - Quimioterapia, pelos efeitos físicos e debilitação. Os outros tratamentos são mais tranquilos. A retirada da mama foi tranquila e ainda estou esperando uma reconstrução.
  • Instituto Oncoguia - Você sentiu algum efeito colateral diante ao tratamento? Como lidou com isso? O que te ajudou? Denise - Senti náuseas e dificuldade de locomoção. Andar todos os dias 30 min, usar muito gengibre e sorvete de massa de limão ajudaram muito.
  • Instituto Oncoguia - Como foi/é a sua relação com seu médico oncologista? Denise - Meu médico é um querido, atencioso e sempre que pode conversa comigo e explica os novos tratamentos e todas as etapas do meu processo.
  • Instituto Oncoguia - Você se relacionou com outros profissionais? Se sim, quais e por quê? Denise - Minha fisioterapeuta é demais, ainda não entendo porque os hospitais não indicam a fisio como tratamento complementar . Graças a ela meus movimentos são perfeitos e não tive linfedema.
  • Instituto Oncoguia - Você fez ou faz acompanhamento psicológico? Se sim, conte-nos um pouco sobre a importância desse profissional nessa fase da sua vida. Denise - Fiz e continuo fazendo terapia e essencial para poder refletir sobre os medos que a doença traz e sobre os tantos fantasmas que acompanham a vida de quem tem ou teve câncer. A terapia te torna mais inteligente para lidar com a doença.
  • Instituto Oncoguia - Como está a sua vida hoje? Denise - Estou hoje numa fase de um segundo tratamento, isso mexe muito e nos traz todos os aspectos já vividos em relação ao câncer. Mas acredito que os conhecimentos adquiridos me permitem estar mais tranquila e lutadora frente a esse novo desafio.
  • Instituto Oncoguia - Você continua trabalhando ou parou por causa do câncer? Denise - Estava trabalhando e pelo contexto acolhedor que tenho o trabalho é um lugar de avanço e luta pela cura e ou boas condições e qualidade de vida. Agora estou afastada mas depois da rádio, volto ao trabalho.
  • Instituto Oncoguia - Você buscou seus direitos? Se sim, quais? Denise - Sim, tive auxílio doença e auxílio transporte.
  • Instituto Oncoguia - Quais são seus projetos para o futuro? Denise - Morar numa casa na praia, ter uma vida mais tranquila e continuar a trabalhar e escrever .
  • Instituto Oncoguia - Que orientações você daria para alguém que está recebendo o diagnóstico de câncer hoje? Denise - Força na peruca, essa luta é tua e você já venceu .....
  • Instituto Oncoguia - Como você conheceu o Oncoguia? Denise - Por indicações de amigos, há muitos anos.
  • Instituto Oncoguia - Você tem alguma sugestão a nos dar? Denise - Sim, organizar grupos apoio jurídico. Essa tem sido um grande desafio conseguir nossos direitos.
  • Instituto Oncoguia - O que você acha que deveria ser feito para melhorar a situação do câncer no Brasil? Deixe um recado para os políticos brasileiros! Denise - O paciente de Câncer precisa de respeito, direito e acesso aos tratamentos com acolhimento e em lugares que auxiliem em sua cura. É preciso garantir tratamentos gratuitos e de qualidade.


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