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[Linfoma Não Hodgkin ] Dadynha Saturnino

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Essa entrevista foi preenchida em 20/08/2018

Dadynha Saturnino
  • Instituto Oncoguia - Quem é você? (idade, profissão, tem filhos, casada, cidade e estado?) Dadynha - Sou conhecida em minha cidade, redes sociais e região por Dadynha Saturnino, uma mulher de 38 anos de idade, jornalista, sem filhos, solteira, natural e moradora de Maranguape-CE, terra do humorista Chico Anysio.
  • Instituto Oncoguia - Como foi que você descobriu que estava com câncer? Dadynha - Percebi uma massa interna sólida na minha virilha esquerda. Indolor, assintomática, que até o diagnóstico não estava evidente. Fui ao meu médico (clínico geral) e a suspeita inicial era relacionada à algum tipo de infecção ou nada demais (eu estava acima do peso), porém, só uma avaliação através de exames poderia ser precisa na informação. Fui ao ginecologista, fiz prevenção (tudo ok) e este me encaminhou para o médico ultrassonografista. O laudo da ultrassom inguinal resultou em massa sólida heterogênea de formas irregulares medindo pouco mais de 4 cm à esclarecer. O ginecologista encaminhou para o cirurgião, me submeti a uma cirurgião de médio porte para retirada do material (biópsia) e o resultado apresentou suspeita de Linfoma Não Hodgkin (LNH) confirmado posteriormente por meio da investigação de imuno-histoquímica do subtipo Folicular.
  • Instituto Oncoguia - Você apresentou sinais e sintomas do câncer? Quais? Dadynha - Nunca estive, não estou e nunca estarei doente. O LNH Folicular nunca apresentou um sintoma e dor sequer e embora eu agradeça por não sofrer, é algo preocupante pois o diagnóstico de uma doença assintomática pode demorar e diminuir as chances de cura.
  • Instituto Oncoguia - Quais dificuldades você enfrentou para fechar o seu diagnóstico? Dadynha - Nenhuma. Fiz a biópsia no Hospital Municipal e realizei as investigações em locais de procedência incontestável (biópsia).
  • Instituto Oncoguia - Como você ficou quando recebeu o diagnóstico? O que sentiu? No que pensou? Dadynha - Deus me preparou e recebi com tranquilidade e muita confiança que eu já estava curada, mesmo antes de iniciar o tratamento. Sou sócia voluntaria fundadora da Associação Deusas da Mama de Maranguape, ou seja, há quase oito anos milito apoiando mulheres da minha cidade que passaram pela experiência do câncer de mama mesmo sem ter sentido na pele a doença; nesse mesmo período iniciei as minhas atividades profissionais como comunicadora e nesses mais de oito anos já conheci e produzi reportagens para a TV sobre centenas de histórias de superação, das mais diversas naturezas; também sou parceira da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de Maranguape e cedo descobrir que embora cheio de limitações são super eficientes, então, a rede voluntária me tornou uma pessoa mais humana, melhor, que não reclama por nada e que conhece através da dor do outro o verdadeiro sentido e importância da vida. A minha fé é imbatível e agradeço a Deus por todas essas experiência e preparo para o combate de um câncer em meu corpo. Estou na metade do tratamento e ele não está mais aqui, já recebi a graça, eu creio.
  • Instituto Oncoguia - Qual foi a sua maior preocupação neste momento? Dadynha - A agilidade no início do tratamento: quanto mais cedo eu passasse pela consulta com o hematologista e iniciasse os exames de estadiamento (tomografia computadorizada e biópsia da medula óssea), eletrocardiograma, ecocardiograma, taxas sanguíneas e doenças infectocontagiosas, maiores seriam as minhas chances de cura. E isso aconteceu dentro de um prazo excelente. Hoje é 20/08/18 e já estou na metade do tratamento.
  • Instituto Oncoguia - Você já começou o tratamento? Em que parte do tratamento você se encontra nesse momento? Se já finalizou, conte-nos um pouco sobre como foi enfrentar todos os tratamentos? Dadynha - Como o Linfoma Não Hodgkin (LNH) subtipo Folicular relaciona-se ao sistema linfático/hematológico (defesa do corpo humano/sanguíneo), o tratamento consiste em medicação intravenal, protocolo RCHOP (oito quimioterapias) e não existe indicação cirúrgica, talvez finalizaremos com radioterapia. Dia 13/06/18 tive a minha primeira quimioterapia e hoje (20/08/18), já estou na metade do tratamento e o Médico hematologista já solicitou novas tomografias para estadiamento da doença. Creio que desde a primeira quimioterapia já combatemos o câncer.
  • Instituto Oncoguia - Em sua opinião, qual é o tratamento mais difícil? Por quê? Dadynha - Sinceramente, no meu caso, não tenho do que reclamar. Realizo o tratamento no Hospital Haroldo Juaçaba - Instituto do Câncer do Ceará (ICC), em Fortaleza e lá tenho acesso aos especialistas (médico hematologista e demais se necessário - psicologo, nutricionista, assistente social, etc;) e à medicação. Graças à Deus até hoje e assim sempre será, não faltou nenhuma medicação. Moro distante cerca de 35 km e já vi pessoas que moram mais de 600 km. Não posso reclamar.
  • Instituto Oncoguia - Você sentiu algum efeito colateral diante ao tratamento? Como lidou com isso? O que te ajudou? Dadynha - Nada de enjôo ou vômito, quando estou recebendo a medicação (até 5h), tomo bastante água (de coco, principalmente) e vou várias vezes ao banheiro. Um dia antes da primeira quimioterapia, cortei o cabelão próximo à nuca e 12 dias depois caíram 86%. Na 3 quimio não havia caído mais nenhum fio e resolvi raspar os 14% restantes. Assumi a careca e fiquei muito feliz com o resultado. Não como nada quente pois tenho tendências à ter afta na boca. A quimio causou prisão de ventre e tive diversos momentos de sofrimento, meu médico passou óleo mineral 2 x ao dia e o problema está praticamente solucionado, aliado ao plano alimentar receitado pelo nutricionista do ICC.
  • Instituto Oncoguia - Como foi/é a sua relação com seu médico oncologista? Dadynha - Muito boa. Ele me deu o número de whatsapp dele e sempre que preciso de alguma orientação, está disponível para ajudar. Super gentil e atencioso.
  • Instituto Oncoguia - Você se relacionou com outros profissionais? Se sim, quais e por quê? Dadynha - No ICC é prática a Assistente Social receber os pacientes em sua primeira quimioterapia, atendimento excelente, com orientação sobre o apoio da família e relacionadas à previdência ou benefícios assistenciais. Solicitei e estive com o Nutricionista. Este passou um plano alimentar focado no bom funcionamento do intestino (a quimioterapia me causa constipação).
  • Instituto Oncoguia - Você fez ou faz acompanhamento psicológico? Se sim, conte-nos um pouco sobre a importância desse profissional nessa fase da sua vida. Dadynha - Não preciso, graças à Deus recebi a notícia com tranquilidade. Como já disse antes, Deus me preparou. Sou uma mulher prática e se tem que passar por um tratamento para resolver, vamos lá. Amo a vida e não penso na hipótese da morte, rs. Muito pelo contrário, quero é terminar logo todo o tratamento e voltar às minhas atividades. Minha autoconfiança deu força para a minha família, que acreditou na cura junto comigo desde o primeiro momento. O apoio de amigos também é fundamental. Como sou uma figura pública na minha região, publicizei meu diagnóstico e desde o primeiro momento compartilho absolutamente tudo nas redes sociais e o feedback que recebo é imenso. Muitas pessoas me procuram para dizer que estão com mais fé para passar pelo tratamento depois que me conheceram, assim como outras pessoas me procuram por não aceitar, para tirar dúvidas. Deus é generoso demais comigo, sou toda gratidão!
  • Instituto Oncoguia - Como está a sua vida hoje? Dadynha - Ótima, realizando o tratamento, com uma fé inabalável e certeza que sigo o protocolo, mas, já estou curada. Mudei minha agitada rotina pela calmaria de casa, saio o estritamente necessário por conta da imunidade e para evitar pegar gripe ou resfriado. Sigo resiliente. Estou estudando em casa, me matriculei na Pós-Graduação/Especialização em Assessoria de Comunicação, mas, infelizmente ainda não consegui ir para nenhuma aula.
  • Instituto Oncoguia - Você continua trabalhando ou parou por causa do câncer? Dadynha - Estou licenciada das minhas atividades profissionais (Assessoria de Comunicação) através do INSS e sigo em casa, focando no tratamento, cuidando da alimentação, aproveitando a oportunidade de estar me tratando sem pressão ou contato direto com muita gente.
  • Instituto Oncoguia - Você buscou seus direitos? Se sim, quais? Dadynha - Licença profissional por meio do INSS, sou contribuinte da previdência há anos.
  • Instituto Oncoguia - Quais são seus projetos para o futuro? Dadynha - Saúde em primeiro lugar, cuidados pessoais e ser feliz, nisso estão inclusos formações profissionais, investimentos em conhecimentos para retomar as atividades quando a licença acabar. Amo trabalhar. E quero poder ajudar outras pessoas que não recebem bem a notícia do diagnóstico. E ainda, realizar uma viagem internacional e três internacionais.
  • Instituto Oncoguia - Que orientações você daria para alguém que está recebendo o diagnóstico de câncer hoje? Dadynha - Acalma teu coração, já deu tudo certo. Alimente a sua fé, Deus está aqui para te dar força. Peça ajuda se necessário, mas, não fique triste, o diagnóstico de câncer não pode ser uma sentença de morte. Jamais. Acredite, você nasceu para vencer e derrotar o câncer será a sua maior conquista. Estou aqui às ordens para conversar, a vida é muito preciosa, positividade aumenta a imunidade. Confia, Deus está no comando!
  • Instituto Oncoguia - Como você conheceu o Oncoguia? Dadynha - Através de pesquisas na Internet.
  • Instituto Oncoguia - Você tem alguma sugestão a nos dar? Dadynha - Fazer uma reportagem sobre quais são os direitos dos pacientes oncológicos e como acessá-los. Qual o percentual de recursos que o SUS destina aos municípios para o suporte fora do território de origem aos pacientes oncológicos.
  • Instituto Oncoguia - O que você acha que deveria ser feito para melhorar a situação do câncer no Brasil? Deixe um recado para os políticos brasileiros! Dadynha - Construção de hospitais de referência num raio de 400 km do Hospital existente em cada capital brasileira. Liberação de medicações como por exemplo, para pacientes com câncer de mama que tem seus tratamentos atrasados pela falta de acesso imediata, precisando acessar a justiça.


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