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[Câncer de Mama] Alessandra Louise

Aprendendo Com Você



Essa entrevista foi preenchida em 07/04/2017

  • Instituto Oncoguia - Quem é você? (idade, profissão, tem filhos, casada, cidade e estado?) Alessandra - Tenho 45 anos, sou dentista, casada com 2 filhos, estou na faculdade e moro em Ribeirão Preto, SP.
  • Instituto Oncoguia - Como foi que você descobriu que estava com câncer? Alessandra - Através de uma ressonância que o mastologista pediu.
  • Instituto Oncoguia - Você apresentou sinais e sintomas do câncer? Quais? Alessandra - Sempre fiz mamografia e ultrassom, pois tive muitos cistos que precisavam ser esvaziados. Fui no mastologista, pois estava com dor e o cisto não diminuía.
  • Instituto Oncoguia - Quais dificuldades você enfrentou para fechar o seu diagnóstico? Alessandra - Nenhuma, tudo foi muito rápido.
  • Instituto Oncoguia - Como você ficou quando recebeu o diagnóstico? O que sentiu? No que pensou? Alessandra - Tentei não pensar muito para não sucumbir a tristeza. Tentava ocupar meu tempo, mas é muito difícil, eu só pensava nas histórias das pessoas que morreram por não conseguir lidar com a dor e tristeza. Fiquei muito assustada.
  • Instituto Oncoguia - Qual foi a sua maior preocupação neste momento? Alessandra - Não ver meus futuros netos, não ver meus filhos se tornarem os ótimos homens que sei que serão.
  • Instituto Oncoguia - Você já começou o tratamento? Em que parte do tratamento você se encontra nesse momento? Se já finalizou, conte-nos um pouco sobre como foi enfrentar todos os tratamentos? Alessandra - Comecei pela químio vermelha e fiquei careca na segunda químio, vomitava, ficava trancada durante a parte de baixa imunidade. Depois fiz a químio branca, senti muita dor nos ossos e juntas, mas só. Fiz a cirurgia e meu tumor de 9,5 cm tinha desaparecido, fiz mastectomia radical com a retirada de 28 linfonodos. Estou tomando o herceptin, falta só uma para dar 1 ano, fiz a radioterapia (25), tive que morar por 2 meses em Barretos, pois era de seg a sexta. A rádio acabou comigo, queimou e me deu esofagite actínias e pneumonite actínias e atelectasia. Logo em seguida peguei uma pneumonia e fiquei 12 dia internada sendo que 5 na UTI, quase morri. Mas agora faço fisioterapia respiratória e motora e estou começando a melhorar.
  • Instituto Oncoguia - Em sua opinião, qual é o tratamento mais difícil? Por quê? Alessandra - Pra mim foi a rádio, pois me deu muito efeito colateral, o que tornou tudo muito mais difícil.
  • Instituto Oncoguia - Você sentiu algum efeito colateral diante ao tratamento? Como lidou com isso? O que te ajudou? Alessandra - Durante as ânsias e vômitos tomava suco de gengibre com limão, nas rádios passava creme barreira. Durante as químios, creme de camomila.
  • Instituto Oncoguia - Como foi/é a sua relação com seu médico oncologista? Alessandra - Relação de confiança.
  • Instituto Oncoguia - Você se relacionou com outros profissionais? Se sim, quais e por quê? Alessandra - Sim, devido aos meus efeitos colaterais tenho acompanhamento com cardiologista, endocrinologista, pneumologista, mastologista oncológico, fisioterapeuta, radiologista e hematologista. E a psicóloga.
  • Instituto Oncoguia - Você fez ou faz acompanhamento psicológico? Se sim, conte-nos um pouco sobre a importância desse profissional nessa fase da sua vida. Alessandra - Sim, pra mim foi muito difícil ver que quando o tratamento acabou - na verdade piorou - não tenho mas o câncer, mas minha vida está estagnada, e devido a um corte de um nervo perdi a sintonia fina, não podendo mais ser o que fui por 23 anos que é ser dentista, não lidei muito bem com isso, achei que iria terminar o tratamento em 1 ano e iria voltar a ser dentista quando vi que não poderia mas ser e que não termino nunca esse tratamento dei uma surtada.
  • Instituto Oncoguia - Como está a sua vida hoje? Alessandra - Tenho muitas dores, pois além de todos efeitos colaterais, ainda estou com polimialgia e osteoporose, uso bombinha pois não respiro direito, fico a maior parte do tempo em casa sem fazer nada, pois não consigo respirar e tenho muitas dores. Estou estagnada.
  • Instituto Oncoguia - Você continua trabalhando ou parou por causa do câncer? Alessandra - Tive que parar desde a primeira semana de tratamento, fazem 17 meses que não trabalho e acho que não voltarei.
  • Instituto Oncoguia - Você buscou seus direitos? Se sim, quais? Alessandra - Sim, recebo auxílio doença e comprei um carro com desconto, direção e câmbio automático.
  • Instituto Oncoguia - Quais são seus projetos para o futuro? Alessandra - Toda vez que tento algo tenho algum tipo de reação, então vou esperar melhorar e só aí ver o que vou fazer.
  • Instituto Oncoguia - Que orientações você daria para alguém que está recebendo o diagnóstico de câncer hoje? Alessandra - Não é o fim do mundo, seja sempre otimista, se puder e estiver em condições saia de casa, passeie, tente não se irritar tanto e tente entender que para os que te amam é muito difícil também.
  • Instituto Oncoguia - Como você conheceu o Oncoguia? Alessandra - Pelo facebook.
  • Instituto Oncoguia - O que você acha que deveria ser feito para melhorar a situação do câncer no Brasil? Deixe um recado para os políticos brasileiros! Alessandra - Parem de roubar e usem nosso dinheiro de uma forma mas responsável, que tudo ficaria bem.


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